Radio Vaticano 17/2012

Pesar do Papa pela morte do Patriarca Abuna Paulos, grande promotor do diálogo ecumênico

◊   Cidade do Vaticano (RV) – Bento XVI expressa o seu pesar pela morte do Patriarca Ortodoxo da Etiópia, Abuna Paulos, falecido nesta quinta-feira em Adis-Abeba, aos 76 anos.

Numa mensagem endereçada ao Patriarcado, o Papa recorda o seu grande empenho em favor do diálogo entre a Igreja Ortodoxa da Etiópia e a Igreja Católica, e recorda o importante pronunciamento que Abouna Paulos fez no Sínodo para a África, no Vaticano, em outubro de 2009.

Em seguida, o Pontífice assegura as suas orações pelo Patriarca e por aqueles que choram a sua perda. Para uma recordação da figura de Abuna Paulos, a Rádio Vaticano ouviu o vice-diretor do Secretariado Católico da Etiópia, Pe. Hailegebriel Meleku. Eis o que disse:

Pe. Hailegebriel Meleku:- “O Patriarca foi uma grande figura. Não somente um pai espiritual para os ortodoxos, mas para todo o povo etíope. A sua morte deixa um grande vazio para a comunidade religiosa ortodoxa, muçulmana, para a Igreja Católica e para as outras religiões. O Patriarca foi um embaixador de paz. Esteve muito próximo à Igreja Católica. Participou das exéquias do Beato João Paulo II – abril de 2005, e do Sínodo extraordinário para a África – outubro de 2009. Recentemente, acolheu, em Adis-Abeba, um encontro das Igrejas ortodoxas orientais com a Igreja Católica.”

RV: O Patriarca Abuna Paulos foi, no mundo, uma voz forte não somente para a Etiópia, mas também para a África inteira…

Pe. Hailegebriel Meleku:- “Sim. Sinceramente foi uma voz para a Igreja Ortodoxa, para todas as religiões na Etiópia e no mundo inteiro.” (RL)

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Bento XVI envia mensagem a participantes da Peregrinação a pé de Varsóvia ao Santuário de Czestochowa

◊   Castel Gandolfo (RV) – Bento XVI enviou uma mensagem aos participantes da Peregrinação a pé de Varsóvia ao Santuário de Czestochowa, por ocasião do 25º aniversário da iniciativa, em defesa da vida, chamada “Obra para a adoção espiritual do concebido”. Trata-se de uma iniciativa de oração – que dura nove meses – na intenção de tutelar a vida nascente ameaçada no seio materno.

O texto da mensagem foi lido na manhã desta quinta-feira, 16, pelo Arcebispo de Varsóvia, Cardeal Kazimierz Nycz, durante a Missa para os peregrinos celebrada no Santuário mariano.

Na mensagem o Papa exprime o seu apreço pelas pessoas comprometidas na “Obra para a adoção espiritual do concebido” que, com profunda fé, promovem os valores evangélicos da vida e do amor para contrastar a ameaça de aborto como também as outras ameaças à vida.

Bento XVI faz votos ainda de que o compromisso da Obra possa penetrar sempre mais nos corações dos homens para que cresça a ajuda espiritual às crianças cuja vida é ameaçada como também o apoio aos casais em dificuldade em acolher uma nova vida e às famílias provadas pelo drama do aborto.

No âmbito do 25º aniversário da Obras, que se celebra com o tema “A Igreja – casa da vida”, o Papa exprime enfim o auspício que tal iniciativa possa ser ocasião de aprofundamento das relações pessoais e comunitárias com Cristo, reconhecido em cada criança concebida.

A “Obra para a adoção espiritual do concebido” nasceu em 1987 em Varsóvia, por iniciativa de um grupo pastoral ligado às peregrinações ao Santuário de Czestochowa. A Obra se difundiu em toda a Polônia, e depois para o exterior. (SP)

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Santa Sé ao G20: “Unir-se para evitar nova crise alimentar”

◊   Cidade do Vaticano (RV) – Dom Silvano Maria Tomasi, observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Genebra, Suíça, foi entrevistado pela RV a respeito da reunião dos membros do G20, marcada para o dia 27 de agosto. As 19 maiores economias, mais a União Europeia, debaterão a política global da alimentação no mundo de hoje.

O arcebispo anunciou que a Santa Sé pedirá que as maiores economias mundiais se unam para evitar uma nova crise alimentar. Segundo ele, é preciso entender as causas da escassez alimentar, que não se limitam à seca que afeta várias regiões do globo.

“Grande quantidade de alimentos, de produtos agrícolas estão sendo empregados na produção de biocombustíveis” – explica – “enquanto se deveria equilibrar a necessidade de defender o meio ambiente com a prioridade da alimentação, fundamental para a vida humana”.

O arcebispo italiano aponta que os países do G20 devem levar em consideração o impacto da especulação financeira ligada aos alimentos, que causa consequências nas faixas mais pobres e carentes da população.

O espetro de uma nova crise alimentar pode levar à convocação de uma conferência mundial entre o fim de setembro e o início de outubro.

O Observador permanente da Santa Sé em Genebra fala de 170 milhões de crianças com problemas que derivam de uma alimentação inadequada, destacando a situação do Iêmen, Somália, Sudão do Sul e da região africana do Sahel.

A crise pode se agravar ainda mais devido à seca nos Estados Unidos, Rússia, Austrália e outros países produtores de alimentos, especialmente cereais.

No grupo do G20 estão África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, União Europeia e Turquia.
(CM)

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Igreja no Brasil

Voluntários da JMJ vão receber a Bandeira Olímpica

◊   Rio de Janeiro (RV) – No próximo domingo, às 9h, um ato inter-religioso no Cristo Redentor vai marcar a presença da Bandeira Olímpica, recém-chegada ao Brasil. Cerca de 100 voluntários da JMJRio2013 estarão presentes no evento, vestindo a camisa da Jornada e segurando as bandeiras das diversas nações.

A presença de Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro e Presidente do COL da JMJRio2013 está confirmada e marcará a importância do primeiro evento significativo de muitos que a Cidade Maravilhosa sediará nos próximos anos.

A JMJRio2013 é um evento maior do que a soma de Olimpíadas e Copa do Mundo, prevê a chegada de milhões de jovens do mundo inteiro (cerca de 190 países), já conta com a Fan Page em 18 idiomas (com cerca de 600 mil seguidores) e a participação de quase 45 mil voluntários, prometendo deixar um legado social, econômico, cultural e religioso de grande magnitude para o Brasil.

(RB)

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Dom Petrini faz balanço da Semana Nacional da Família

◊   Brasília (RV) – Encerra-se neste sábado – teve início no último domingo, dia 12 – a Semana Nacional da Família. Toda a Igreja presente no Brasil foi convidada a celebrar e promover o dom precioso da família, “patrimônio da humanidade”. Nos passos do VII Encontro Mundial das Famílias, realizado na cidade italiana de Milão no início de junho, na presença do Santo Padre usou-se para a semana brasileira o mesmo tema: ‘A Família: o trabalho e a festa.’

Durante esses dias as pessoas que acreditam e amam a família são convidadas através de momentos de encontro e celebração, com a preocupação de promover o valor único e próprio da família, a organizarem e participarem da Semana Nacional da Família.

A Semana Nacional da Família tem como objetivo geral promover, fortalecer e evangelizar a família, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo.

Um primeiro balanço desta semana nós pedimos a Dom Joao Carlos Petrini, Presidente da Comissão Episcopal para a Família da CNBB. (SP)

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Família, a vocação dos avós

◊   Rio de Janeiro (RV) – Entre os dias 12 e 18 de agosto, o Portal da Arquidiocese do Rio está aprofundando a vocação de cada membro da família. Na Semana Nacional da Família, o objetivo da iniciativa da Arquidiocese é valorizar o ambiente familiar e o ser humano e incentivar a família a ser educadora dos valores da Igreja. Nesta quinta-feira, 16 de agosto, o especial tratou do papel dos avós.

Iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Semana tem a finalidade de refletir, rezar e auxiliar as famílias na vivência diária da fé e na superação dos obstáculos comuns ao nosso tempo, que atentam contra os valores da família.

Para Bento XVI, “os avós são nas famílias muitas vezes testemunhas dos valores fundamentais da vida”. Em uma recente alocução, afirmou que “o papel educativo dos avós é sempre muito importante e torna-se ainda mais quando, por várias razões, os pais são incapazes de dedicar o tempo adequado a seus filhos”.

Em qualquer idade, ser avó (ô) é uma arte que só quem vive dela sabe explicar. Ser avó (ô) não é simplesmente ser pai ou mãe duas vezes. Ser avó (ô) é uma graça divina. É receber a mesma benção que Sant’Ana e São Joaquim receberam e, através disso, fazer com que o verdadeiro valor da família se propague pelos lares em forma de sublime afeto.

Para o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto, a terceira idade não tem um inicio cronológico.

“Andar cada dia irradiando esperança do céu e transmitindo as experiências da terra; pensar no que fez de bom ao longo da vida para agradecer a Deus, no que fez de errado na vida para buscar o perdão de Deus, e no que ainda pode fazer de útil para pedir a Deus forças vitais… isto é o que torna a terceira idade uma feliz idade ou a felicidade de viver até dizer, como Jesus Cristo: “tudo está consumado”, perfeitamente terminado, só resta esperar o encontro com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, afirmou.

Membro do grupo de psicólogos católicos, a Dra. Sheilah Kellner, afirma que, nos dias de hoje, na maioria das vezes, há uma inversão de valores na família quando se diz respeito aos idosos.

“Vemos, por exemplo, que sua caminhada do início do século passado para o atual, as famílias, paulatinamente, por razões meramente econômicas, reduziram substancialmente de tamanho. Se antes os mais velhos — os avós, as tias, respeitados por sua idade e valores familiares e de tradição — faziam parte permanente de sua estrutura social e espiritual, por volta de meados deste último século, passam cada vez mais a estarem esparsos em núcleos menores. Na maioria deles os mais velhos vão, depois de certo tempo, ficando mais isolados, em outros são, por questões no mais das vezes econômicas, permanecendo agregados às famílias que estão na fase produtiva. Outras vezes, veremos o contrário, os casais mais jovens permanecem junto ao núcleo de origem devido às mesmas questões: os mais velhos constituindo-se em provedores da família”, pondera.

“Os avós trazem o sentido da continuidade e da estabilidade numa sociedade onde os jovens convivem diariamente com o descartável, por isso não podem ser esquecidos. Avós são anjos, um presente para a humanidade! Carregam em si a memória coletiva, são intérpretes privilegiados daquele conjunto de ideais e valores humanos que mantêm e guiam a convivência social”.
(CM)

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Jovens, profetas e agentes de transformação

◊   Brasília (RV) – De 28 a 30 de setembro, em Brasília (DF), as Comissões Episcopais Pastorais para a Juventude e para Dimensão Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM), promovem o Seminário Nacional Juventude e Missão.

Com o tema “A alegria de ser jovem, discípulo missionário de Cristo”, o evento tem como objetivo impulsionar na missão permanente da Igreja as lideranças jovens das dioceses envolvidas em atividades missionárias e nas diversas expressões do Setor Juventude. O encontro pretende, a partir do encontro pessoal com Jesus, estimular os jovens a serem profetas e agentes de transformação na sociedade, inspirados nos valores evangélicos.

As inscrições estarão abertas de 5 de agosto a 5 de setembro, através do site dos Jovens Conectados. A taxa será de R$ 150,00 e dá direito à alimentação e a materiais do evento. Para quem desejar, será oferecida hospedagem em casa de família de Brasília, com custo zero, o que deverá ser informado no ato da inscrição.

Este é mais um dos eventos que tem como objetivo colocar a juventude do nosso país no clima da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada em julho de 2013, no Rio de Janeiro (RJ).
(CM)

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Família e o trabalho

◊   Brasília (RV) – Hoje, o mercado do trabalho obriga não poucas pessoas, principalmente se são jovens e mulheres, às situações de incerteza constante, impedindo-os de trabalhar com a estabilidade e segurança econômica e social. Impondo “regras” individualistas e egoístas às gerações mais jovens na formação de uma família, e às famílias, a geração e a educação dos seus filhos.

O trabalho é o gesto de justiça com que as pessoas participam no bem da sociedade e contribuem para o bem comum.

A oportuna “flexibilidade” do trabalho, exigida pela chamada “globalização”, não justifica a permanente precariedade de quem tem na sua única “força trabalho” o recurso para assegurar para si mesmo e para a sua família o necessário para viver. Previdências sociais e mecanismos de proteção adequados devem fazer parte da economia do trabalho, a fim de que, sobretudo as famílias que vivem os momentos mais delicados, como a maternidade, ou mais difíceis, como a enfermidade e o desemprego, possam contar com uma razoável segurança econômica.

Os ritmos de trabalho contemporâneos, estabelecidos pela economia consumista, limitam até quase anular os espaços da vida comum, sobretudo em família. O perigo de que o trabalho se torne um ídolo é válido também para a família que se esquece de Deus, deixando-se absorver completamente pelas ocupações mundanas, na convicção de que nelas se encontra a satisfação de todos os seus desejos. Isto acontece quando a atividade de trabalho detém o primado absoluto das relações familiares e quando ambos os cônjuges buscam apenas o lucro econômico e depositam a sua felicidade unicamente no bem-estar material.

O justo equilíbrio de trabalho exige que todos os membros da família tenham discernimento acerca das opções domésticas e profissionais: no trabalho doméstico, todos os membros da família são convidados a colaborar, e não somente as mulheres; e a atividade profissional não diminua o relacionamento familiar. Infelizmente, atualmente, a ideologia do lucro e do consumo impede muitos membros da família a buscarem, com sabedoria e harmonia, o equilíbrio entre trabalho e família. A condição da vida humana prevê para a família cansaço e dor, sobretudo no que diz respeito ao trabalho para o próprio sustento.

No entanto, o cansaço derivado do trabalho encontra sentido e alívio quando é assumido não para o enriquecimento egoísta pessoal, mas sim para compartilhar os recursos de vida na lógica cristã, dentro e fora da família, especialmente com os mais pobres.

No que se refere aos filhos, às vezes os pais “pecam“ ao evitar que os filhos enfrentem qualquer dificuldade. Pois, essa prática pode tornar os filhos incapazes de assumirem num futuro próximo suas responsabilidades.

Aos pais e filhos deve-se sempre recordar que a família é a primeira escola de trabalho e gratuidade, onde se aprende a ser responsável por si mesmo e pelos outros. A vida familiar, com as suas tarefas domésticas, ensina a apreciar o cansaço e a fortalecer a vontade em vista do bem-estar comum e do bem recíproco.

Precisamos promover políticas públicas e sociais que coloquem no centro o ser humano e salvaguardem a criação para garantir a dignidade humana/familiar e o justo equilíbrio do trabalho na vida familiar.

Além é claro de uma atenção aos pobres, uma dimensão da família saudável, que é uma das mais bonitas formas de amor ao próximo, que uma família possa viver. Saber que mediante o próprio trabalho se ajuda aqueles que não dispõem do que lhes é necessário para viver, fortalece o compromisso e sustêm no cansaço. E mais ainda quando a família se empenha com a promoção da justiça social colaborando para que as políticas públicas tenham como centro a pessoa humana desde o início ao fim natural da sua vida.

Dessa forma a família se torna um sinal de contradição da propriedade egoísta da riqueza e da indiferença pelo bem comum.

Os membros da família ainda são convidados a oferecer aquilo que possuem a quantos nada têm, compartilhar com os pobres as próprias riquezas, procurando reconhecer que tudo o que recebemos é graça, e que na origem da nossa prosperidade existe um dom de Deus, que não pode ser conservado para nós mesmos, mas há de ser dividido com os outro.

Semana Nacional da Família 2012. Faça algo pela sua família nesta semana!

– Crie um momento para o “dever de sentar juntos e conversar”: uma conversa durante as refeições que se prolongue para além do comer; iniciar e terminar as refeições com orações; reservar meia hora para uma conversa entre os membros da casa, relembrando momentos bons vividos em família (nascimentos, festas, fatos engraçados, conquistas, celebrações, alegrias). Reserve um momento especial para uma conversa do casal e faça um passeio em família para algum lugar agradável.

– Com os membros da família procure fazer um trabalho voluntário: hospitais, casa de idosos, creche, Paróquia, arrecadação e distribuição de alimentos, visitas…
(CM-CNBB)

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A Assunção de Nossa Senhora

◊   Rio de Janeiro (RV) – No dia quinze de agosto ou, como ocorre no Brasil, no domingo seguinte, a Igreja celebra a festa da Assunção de Nossa Senhora. É a afirmação da Tradição da Igreja que Maria, concebida sem pecado, dormiu e foi assunta ao céu, quer dizer, foi levada aos céus pelos anjos.

A fé na Assunção de Maria é professada tanto pelos cristãos católicos quanto pelos ortodoxos. É a festa da elevação de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu para participar da glória celestial, reservada aos santos e justos que viveram conforme os ensinamentos do Senhor. Essa afirmação foi definida como dogma pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro de 1950, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (que quer dizer: O mais generoso Deus). É uma festa com caráter de solenidade, que também é chamada pelos orientais de “Dormição de Nossa Senhora”, uma vez que ela não morre, mas dorme e é levada ao céu de corpo e alma.

Na referida Constituição, o Papa afirma que a Assunção de Maria não foi uma necessidade lógica, mas um dom divino a Maria, como mãe de Jesus. Podemos, no entanto, perceber que ela, Maria, se torna uma referência à ressurreição final, àquilo que deve acontecer a todos os cristãos, seguidores e proclamadores de Cristo, do bem e da verdade.

A definição do dogma de forma solene se deu nas seguintes palavras: “Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à Virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. (§44 da Constituição Apostólica)

O Papa Bento XVI, no dia 15 de agosto de 2011, falando sobre a solenidade, diz que é um dia especial para admirar e louvar pelas grandes coisas que o Onipotente, por meio da Virgem Maria, fez e operou. O Papa destacou, ainda, que Maria indica um caminho e uma meta que podem e devem se tornar, de qualquer modo, o nosso mesmo caminho e a nossa mesma meta. Acrescenta que Maria é a Arca da Aliança do Novo Testamento, porque acolheu em si Jesus; acolheu em si a Palavra vivente, todo conteúdo da vontade de Deus, da verdade de Deus; acolheu em si Aquele que é a nova e eterna Aliança, culminando com a oferta de seu corpo e do seu sangue: corpo e sangue recebidos de Maria, enfatiza.

Neste ano em curso, no último dia 15, ainda recordou o Papa Bento XVI: “Esta verdade de fé era conhecida pela Tradição, afirmada pelos Padres da Igreja, e era, sobretudo, um aspecto relevante do culto rendido à Mãe de Cristo. O elemento cultual constitui, por assim dizer, a força motora que determinou a formulação deste dogma: o dogma parece um ato de louvor e de exaltação em relação à Virgem Santa. Este emerge também do próprio texto da Constituição Apostólica, onde se afirma que o dogma é proclamado “em honra ao Filho, para a glorificação da Mãe e a alegria de toda a Igreja”.

Vale ressaltar que todos os feitos realizados na vida de Maria são consequências de sua maternidade divina, eles existem porque Maria aceitou ser a mãe do Filho de Deus. Portanto, o que a Ela se refere também se refere a Deus, que nela tudo realizou, como saiu de sua própria boca no canto do Magnificat: “O Senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu nome”. Recordar toda a obra da vida de Maria é recordar a ação de Deus na vida de seus eleitos, bem como recordar sua força e poder agindo em favor e pelo bem de toda a humanidade, restaurada e readquirida no sangue do Cordeiro. Maria se torna protótipo, modelo da nova humanidade, onde a ação de Deus se faz visível e opera com toda a sua eficácia. Também esta dimensão o Papa ressalta quando diz: “também nós somos destinados a esse imenso amor que Deus reservou, e é Maria quem indica, com luminosa clareza, o caminho em direção à verdadeira casa, aquela na qual é possível viver a comunhão da glória e da paz com Deus.

Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, nos destina para a felicidade eterna, aquela que Ele mesmo goza. Essa felicidade acontece à medida que somos capazes de realizar a finalidade a que viemos. Todos temos o mesmo objetivo: participar da glória eterna, da visão beatífica de Deus, nos céus, pela eternidade, e aí está a nossa felicidade plena e inigualável.

Maria é modelo desta felicidade e testemunha fiel da beatitude dos santos, aqueles que tiveram suas vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro.

Maria é, pois, a mais bela de todas as mulheres, pois são as virtudes que embelezam o corpo. O pecado só descaracteriza a beleza da criação, criada à imagem e semelhança de seu Criador.

Que olhando para Maria, para sua vida de total dedicação e obediência a Deus, possamos viver as virtudes e receber as graças de Deus para que nossa alma cresça sempre mais no amor, no conhecimento e na contemplação de nosso amado Deus, e assim possamos revelar ao mundo os sinais de sua bondade e de sua salvação. Que Maria nos ajude a chegar às alturas, a buscar as coisas do alto onde está Deus, a elevarmos nossa dignidade tal qual Ele nos garantiu quando, tornando-se opróbrio entre os homens e oferecendo sua vida na mais humilhante forma de morte na cruz, devolveu à humanidade a dignidade ferida pelo pecado.

Que Nossa Senhora nos auxilie com sua intercessão para que também nós possamos contemplar a glória dos céus, na eternidade, onde está Cristo, o desejado de nossa alma. Com Ela, com todos os santos, mártires e bem-aventurados possamos contemplar eternamente a face Daquele que nos faz subir ao monte santo da eterna adoração – a Jerusalém celeste, a pátria dos cristãos.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

† Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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Investir na família

◊   Belo Horizonte (RV) – Cresce na sociedade, em seus diversos segmentos, a convicção de que é preciso investir na família, instituição que também é prioridade na missão evangelizadora da Igreja. De 12 a 18 de agosto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Semana da Família, evento que é realizado anualmente. Trata-se de um acontecimento que merece a importante cobertura dos meios de comunicação, pelo que representa a instituição familiar no enfrentamento de graves desafios, como a superação dos alarmantes índices de violência e dos desvios na direção da dependência química.

Com seus limites próprios, em razão das vicissitudes e estreitamentos humanos, nenhuma instituição consegue contribuir tanto na formação da consciência e da assimilação de valores indispensáveis. Essa convicção há de ser assumida por quem tem sua família, particularmente aqueles que têm responsabilidade na sua condução e sustento, de maneira aguerrida, para fazer desse lugar primeiro de cada um de nós a referência amorosa mais importante.

A família tem importância e centralidade em razão de cada ser humano e no conjunto da sociedade. É na família que se aprende a conhecer o amor e a fidelidade a Deus. Não se pode abrir mão dessa escola que tem propriedades para formar e configurar o indispensável sentido de transcendência. A ausência desse sentido pode levar a incapacidades crônicas. A escola família, conforme ensina a Sagrada Escritura, possibilita aos filhos a aprendizagem das primeiras e decisivas lições, como a urbanidade, processo naturalmente sustentado e fecundado pela fidelidade conjugal e pela circulação própria do amor em família.

Por isso, a Igreja considera a família como a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários. Não se pode, é uma convicção e batalha que a Igreja assume na sua missão evangelizadora, atribuir à família um papel subalterno e secundário. Ela deve ser entendida e assumida por todos como célula vital para a sociedade. A família que nasce da íntima comunhão de vida e de amor, fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher, tem uma dimensão social própria enquanto lugar primeiro das relações sociais.

A família é a primeira escola onde se aprende a reciprocidade. No dom recíproco, por parte do homem e da mulher, unidos em matrimônio, se configura a criação do ambiente de vida no qual a criança pode nascer e desenvolver suas potencialidades, tornar-se consciente de sua dignidade e preparar-se para uma adequada participação na sociedade. Quando se pensa a ecologia humana, a família é a experiência onde se aprende as primeiras e determinantes noções acerca do bem e da verdade, exercício natural e transcendente na capacidade de amar e ser amado.

Não é uma importância apenas para o indivíduo, mas também para o contexto social onde ele está inserido e participa de maneira cidadã. A sociabilidade exercitada na instituição familiar acrescenta valores e sustentos para a sociedade, pois a família é uma comunidade de pessoas. Os ricos ensinamentos da Igreja nos seus preciosos documentos afirmam que “uma sociedade à medida da família é a melhor garantia contra toda a deriva de tipo individualista ou coletivista, porque nela a pessoa está sempre no centro da atenção enquanto fim e nunca como meio”. Este entendimento advoga o princípio de que a família é prioritária em relação à sociedade e ao Estado.

Assim, a definição de um modelo social no funcionamento da sociedade deve ter a inteligência de incluir o apoio decisivo para que a família desempenhe adequadamente suas responsabilidades. Metas e intervenções, no funcionamento social e político, não podem desconsiderar essa centralidade da instituição familiar. O Concílio Vaticano II, no Decreto Gravissimum Educationis, sublinha que essa instituição, exercendo sua tarefa educativa, contribui para o bem comum e se constitui na primeira escola das virtudes sociais. É indispensável, portanto, para a sociedade. A ciência sobre a família reúne densos capítulos que precisam ser conhecidos para inspirar mais, clarear papéis e responsabilidades. Investir na instituição familiar é contribuir para que a humanidade redesenhe horizontes: torne-se mais fraterna e solidária.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

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Igreja no Mundo

Conferência Episcopal do Canadá lança página especial para a canonização de Kateri Tekakwitha

◊   Ottawa (RV) – O site da Conferência Canadense dos Bispos Católicos (CCCB) traz agora uma página especial dedicada à Beata Kateri Tekakwitha (http://www.cccb.ca/site/eng/component/content/article/64/3375-canonization-of-kateri-tekakwitha-21-october-2012).

A canonização vai acontecer em Roma, em 21 de outubro. Celebrações também vão marcar o evento na América do Norte. Além disso, a CCCB criou um comitê especial para concentrar as informações sobre a canonização cujo papel também é de auxiliar os peregrinos cadanenses que virão a Roma. Um vídeo sobre a canonização também foi publicado no Youtube.

http://www.youtube.com/watch?v=JryFRIxKWq0&feature=youtu.be

(RB)

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Perdão e reconciliação: histórica mensagem conjunta do Patriarcado de Moscou e do episcopado polonês

◊   Varsóvia (RV) – Varsóvia teve, nesta sexta-feira, um dia histórico, no signo da reconciliação entre a Igreja Ortodoxa russa e a Igreja Católica polonesa.

O presidente da Conferência Episcopal Polonesa, o Arcebispo Jozef Michalik, e o Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Kirill, pela primeira vez em visita oficial à Polônia, assinaram o documento intitulado “Mensagem comum aos povos da Rússia e da Polônia”.

O texto evidencia o forte apelo “ao perdão, à reconciliação e ao diálogo” para superar as feridas do passado e empreender “o caminho da renovação espiritual e material”.

Paz e reconciliação são os dois termos que mais se encontram no documento, “uma contribuição – lê-se – para a obra de reaproximação das nossas Igrejas e de reconciliação dos nossos povos”.

Recordando a “aproximação secular” entre Rússia e Polônia e “a herança cristã oriental e ocidental” que influenciou a identidade e a cultura de ambas as nações, convida-se a empreender a senda de “um diálogo sincero” para sanar as feridas do passado.

O pecado, a fraqueza humana, o egoísmo bem como as pressões políticas levam “à alienação recíproca”, “à aberta hostilidade, à luta entre as nossas nações” – recorda a mensagem – e a primeira conseqüência foi a “dissolução da original unidade cristã”.

Divisões e separações são contrárias à vontade de Cristo e constituem “um grande escândalo” – evidencia a mensagem. Portanto, é necessário empreender “novos esforços” para reaproximar as Igrejas, para uma renovação importante após as experiências de conflito mundial e do ateísmo imposto.

“O diálogo fraterno” é o caminho que conduz à reconciliação e que supõe “a prontidão a perdoar as ofensas e as injustiças sofridas.” Daí, o apelo aos fiéis a fim de que peçam “o perdão pelas ofensas, as injustiças e por todo o mal reciprocamente infligido”. Trata-se de um primeiro passo para reconstruir a confiança recíproca, sem a qual não é possível a plena reconciliação.

Perdoar – lê-se – não é esquecer. De fato, a memória é “parte essencial da nossa identidade” e a devemos às muitas vítimas do passado que deram a sua vida pela fidelidade a Deus e à pátria.

Perdoar significa “renunciar à vingança e ao ódio” para construir um futuro de paz. Portanto, conhecer a história do passado pode ajudar a descobrir “a plena verdade”.

A guerra e os totalitarismos – outro ponto comum da história russa e polonesa – sacrificaram “milhões de pessoas inocentes e os inúmeros lugares de extermínio e de sepultura na terra polonesa e russa recordam isso”.

O conhecimento objetivo dos fatos – tarefa de historiadores e especialistas – pode ajudar a superar “os estereótipos negativos”. Ajudar aquilo que torna possível a reconstrução da confiança recíproca “aproxima as pessoas e permite construir um futuro pacífico dos nossos países e povos, sem a violência e a guerra”.

No texto fala-se sobre os novos desafios diante das transformações sociais e políticas deste século, permeado pela indiferença religiosa e pela progressiva secularização.

“Procuremos empenhar-nos a fim de que a vida social e a cultura dos nossos povos não seja privada dos valores fundamentais sem os quais não existe um futuro de paz duradoura” – lê-se.

“Queremos reforçar a tolerância e, sobretudo, queremos defender as liberdades fundamentais, em primeiro lugar, a liberdade religiosa e o direito à presença da religião na vida pública.”

Recorda-se, ainda, o clima de hostilidade em relação a Cristo e se denuncia a tentativa de promover o aborto e a eutanásia – pecados graves “contra a vida e desonra da civilização moderna” –, o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, a rejeição aos valores tradicionais e a remoção dos símbolos religiosos da esfera pública.

“A laicidade falsamente entendida assume a forma de fundamentalismo e é uma das formas de ateísmo” – afirma. Recorda-se, em seguida, que a família, fundada na relação estável entre um homem e uma mulher, exige respeito e defesa. É “o berço da vida”, “assegurador de estabilidade social e sinal de esperança para a sociedade”.

“Cristo ressuscitado é a esperança para as nossas Igrejas e para o mundo inteiro”: essa é a conclusão do documento no qual se evoca a proteção de Maria – pela qual os russos e poloneses têm uma profunda devoção – na grande obra de reconciliação e reaproximação “das nossas Igrejas e das nossas nações”. (RL)

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Dom Paglia defende bispos franceses

◊   Cidade do Vaticano (RV) – O Presidente do Pontifício Conselho para a Família (CPF) colocou-se ao lado da Conferência Episcopal Francesa em defesa do matrimônio entre homem e mulher, criticando a “moda cultural” que leva à exaltação do indivíduo. Dom Vincenzo Paglia falando à Rádio Vaticano após os bispos franceses terem retomado a tradição de sugerir uma oração especial pela França, durante a solenidade litúrgica da Assunção da Virgem Maria, na última quarta-feira, na qual lembravam as vítimas da crise econômica, as famílias e os jovens.

Alguns órgãos de informação acusaram os prelados de terem em vista a contestação ao projeto de legalização das uniões homossexuais, desejado pelo governo de François Hollande. Dom Vincenzo Paglia disse estar “solidário” com a Conferência Episcopal Francesa e o Cardeal Vingt-Trois, Arcebispo de Paris, quando este “exorta a rezar para que as crianças cresçam com um pai e uma mãe”. “Tem razão o Cardeal Barbarin ao dizer que falar em casamento de pessoas do mesmo sexo significa um choque de civilização. Ninguém quer negar os direitos individuais, mas o matrimônio é outra coisa, a família nasce do matrimônio”, acrescentou Dom Vincenzo Paglia.

O porta-voz do episcopado francês, Monsenhor Bernard Podvin, refere, por sua vez, que a oração reflete “as preocupações dos bispos que propõem, num momento em que é necessário tomar decisões verdadeiramente importantes, que se peça a força espiritual, o discernimento para resolver os problemas”. (SP)

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Cardeal Barbarin responde aos meios de comunicação

◊   Lion (RV) – A Igreja tem o dever de dar a sua opinião nos grandes debates da sociedade “quaisquer que sejam os pareceres da opinião pública”. Foi o que reafirmou o Arcebispo de Lion e Primaz da Igreja Francesa, o Cardeal Philippe Barbarin, em mérito às polêmicas suscitadas pela especial oração à Virgem Maria pela França lida em todas as paróquias do país na Solenidade da Assunção.

Os bispos tinham convidado todos os fiéis a rezarem em particular pelos cidadãos vítimas da crise econômica, pelos governantes, pelas famílias e pelos jovens. Alguns meios de comunicação viram na iniciativa uma indevida interferência política da Igreja com referência, em particular, às recentes aberturas do atual governo socialista à legalização dos casamentos e das adoções por casais homossexuais.

Uma acusação que o Cardeal Barbarin rejeita, reafirmando o direito-dever da Igreja de dar a sua opinião sobretudo quando é o Estado a mostrar-se pervasivo. “A lei não deveria entrar em setores que não são de sua competência”, afirmou em uma entrevista ao jornal de Lion “Le Progrès” e retomado pela agência Apic.

“O Parlamento deve ocupar-se de encontrar trabalho, de segurança, saúde, paz, mas não é o Pai Eterno! Cada um deve ter o sentido dos limites das suas responsabilidades”. Quanto à questão específica das uniões homossexuais, o Cardeal Barbarin reafirmou ao jornal “Le Figaro” que para a Igreja, “alterar o matrimônio, que desde sempre é uma realidade maravilhosa e frágil, significa uma ferida para a civilização”.

“Se a missão da Igreja é antes de tudo a oração – sublinha – ela tem o dever de exprimir-se, quaisquer que sejam as tendências da opinião pública”.

O primaz francês não nega que também a oração tem uma sua dimensão “política”, na medida em que essa não se abstrai das questões sociais e dos sofrimentos humanos. Mas isso – afirma – em um país que se diz democrático e não submetido a um pensamento único é totalmente legítimo. Pode-se rezar pelos esposos, pelas crianças e pelos jovens para que se beneficiem plenamente do amor de um pai e de um mãe “sem por isso ser tachado de homofobia”, destacou o purpurado. (SP)

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Nepal: novas ameaças contra a Igreja Católica

◊   Roma (RV) – Novas ameaças por parte de fundamentalistas hindus contra a comunidade católica no Nepal. Nos dias passados o Pároco da igreja da Assunção de Katmandu, Padre Robin Rai, recebeu um telefonema de um membro do “Nepal Defense Army” (NDA), que ameaçou novos atentados contra a igreja, se a paróquia negasse “ajudas” ao grupo armado, ajudas que não foram precisadas.

O episódio – refere a agência Ucan – foi imediatamente denunciado às autoridades que recomendaram a toda a comunidade cristã no país mais vigilância e intensificar as medidas de segurança ao redor das igrejas.

Nos últimos anos o “Nepal Defense Army”, que deseja que o hinduísmo retorne a ser a religião de Estado, abolido em 2007, atacou diversas igrejas cristãs e lugares de culto muçulmanos. A própria Igreja da Assunção já foi alvo de um atentado em 2009. O atentado causou a morte de 3 pessoas, entre as quais um menina de 14 anos. Quatro meses depois foi preso o ex-líder do movimento, Ram Mainali.

Outros membros da organização foram detidos no último dia 23 de julho durante uma ação da polícia durante a qual foram encontradas armas e explosivos. (SP)

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Austrália: ordenação de ex-anglicanos

◊   Melbourne (RV) – No próximo mês de setembro quatro ex-pastores anglicanos australianos receberão a ordenação sacerdotal na Igreja Católica. Trata-se de James Grant, Neil Fryer, Christopher Seton e Ramsay Williams, membros do novo Ordinariato pessoal de Nossa Senhora da Cruz do Sul, eregido no último dia 15 de junho para acolher os anglicanos australianos que decidiram a fazer parte da Igreja Católica.

A ordenação terá lugar no dia 8 de setembro, festa da Natividade de Nossa Senhora, na Catedral de São Patrício de Melbourne. Junto com eles – refere o site do Ordinariato http://ordinariate.org.au – outros quatros candidatos ao sacerdócio da arquidiocese.

A Austrália é o terceiro país a ter um Ordinariato pessoal para os ex-anglicanos que decidem entrar na Igreja Católica segundo quanto estabelecido pela Constituição apostólica de Bento XVI “Anglicanorum Coetibus”: o primeiro a ser instituído em 2011 foi o de Nossa Senhora Walsingham, na Inglaterra, enquando no último mês de janeiro foi eregido o da Cátedra de São Pedro para os ex-episcopalianos dos Estados Unidos. (SP)

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Morre o Patriarca da Igreja Ortodoxa da Etiópia

◊   Adis Abeba (RV) – O Patriarca da Igreja Ortodoxa da Etiópia, Abune Paulos, faleceu nesta 5ª feira aos 76 anos.

“Sua morte é uma grande perda para os etíopes e para os cristãos de todo o mundo” – declarou o porta-voz do Escritório do Patriarcado, Gebre-Silasie Stalin, que não especificou a causa da morte do líder da religião, que é seguida por 40 milhões de pessoas, a metade da população do país africano.

Segundo a imprensa local, que cita fontes eclesiais, Paulos foi hospitalizado 4ª feira à noite depois de um mal-estar repentino, horas depois de presidir um rito religioso. “Abune Paulos contribuiu muito com a cooperação entre as religiões na Etiópia e no mundo” – destacou o porta-voz, sem adiantar a data dos funerais.

Paulos era o quinto patriarca etíope desde 1959, quando o país do Chifre da África começou a designar seus próprios patriarcas. Anteriormente, o país africano recebia nomeações designadas pela Igreja Ortodoxa Copta no Egito.

Exilado durante anos nos Estados Unidos, o Patriarca retornou ao seu país somente após a queda do regime de “Derg”, a junta militar que controlou Etiópia entre 1974 e 1991. Em 1992, Paulos assumiu a liderança da Igreja Ortodoxa, sendo designado pelo governo do primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi.

Paulos também era um dos presidentes do Conselho Mundial de Igrejas, a principal organização ecumênica cristã internacional, que divulgou um comunicado.

O Secretário-Geral, Rev. Dr Olav Fykse Tveit, expressa sua profunda dor pela morte e lembra sua vida e seu trabalho, definindo sua contribuição no movimento ecumênico como “muito significativa”.

“O papel de Abune Paulos na promoção do diálogo na Etiópia e no mundo deixa um legado para as Igrejas. Através de seu trabalho, ele destacou as preocupações das mulheres e jovens, especialmente em relação à AIDS/HIV. Como uma irmandade mundial de Igrejas, exaltamos o compromisso de Sua Santidade para o movimento ecumênico e os seus esforços consistentes no apoio aos marginalizados”.

Também a Comunidade de Santo Egídio lamenta a morte repentina de Abuna Paulos, Patriarca da Igreja Etíope Ortodoxa.

O Presidente da Comunidade, Marco Impagliazzo, o define um “protagonista do renascimento da Igreja na Etiópia e uma das mais prestigiosas vozes do cristianismo africano. Filho de uma Igreja de monges e de povo, encarnou a fé simples e forte de milhões de cristãos. Fé que soube transmitir com humildade e credibilidade a todo o mundo contemporâneo, como o fez em Roma, durante o Sínodo dos Bispos da Igreja Católica dedicado à África, em outubro de 2009” – conclui Impagliazzo.
(CM)

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Formação

Mineiros executados na África do Sul. Sacerdote explica. Ouça

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Marikana (RV) – Pelo menos 30 mineiros que manifestavam em uma mina na África do Sul foram mortos e tiros nesta quinta-feira (16) pelas forças de segurança. A notícia foi confirmada pelo Ministro da Polícia sul-africana, Nathi Mthethwa.

Mthethwa declarou que também há muitos feridos na mina de platina da empresa Lonmin em Marikana, a 100 km de Johanesburgo, onde os agentes abriram fogo contra os mineiros, armados com machetes e paus.

O episódio é mais um capítulo de um conflito entre dois sindicatos e a polícia, no qual outras dez pessoas já morreram desde o domingo passado. Os mineiros começaram a greve na última sexta-feira, reivindicando aumentos salariais. Na tentativa de dispersar o protesto, a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo e disparou balas de borracha – não está claro por que ocorreram os tiros com munição real. Após os disparos, a TV sul-africana mostrou policiais com coletes a prova de balas observando homens caídos no chão, vários dos quais provavelmente mortos. Mais tarde, a polícia alegou “legítima defesa” para efetuar os disparos.

O número de mortos, segundo a Agência EFE, não é definitivo e pode aumentar. Em comunicado oficial, o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, se declarou “comovido e consternado por esta violência sem sentido”.

Em entrevista ao nosso correspondente Domingos Pinto, o padre português Carlos Gabriel, da Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Joanesburgo, diz que se trata de mais um caso evidente de violação dos Direitos Humanos. Clique acima para ouvi-la.

(CM)

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Missão Especial Londres: os missionários e os turistas

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Cidade do Vaticano (RV) – No último Quadro Missão, Frei Paulo Henrique Coelho de Souza, franciscano da província portuguesa, que mora no Convento de Braga e foi para Londres numa iniciativa para aconselhar e acompanhar os visitantes durante as Olimpíadas, contou como era o bairro de Stratford antes de ser a sede dos Jogos Olímpicos.

“Era uma zona bastante degradada de Londres onde vivem muitos imigrantes africanos, asiáticos e latino-americanos, muito deles muçulmanos e, portanto, também dificilmente dão uma resposta positiva aos apelos e atividades da Paróquia.

As Olimpíadas de Londres terminaram no último domingo, mas o trabalho de evangelização dos frades continua na capital inglesa, apesar das dificuldades encontradas durante os Jogos.

“Houve uma grande divulgação na região de Stratford, por meio de panfletos. Então, qualquer coisa que se faça acaba por se diluir numa infinidade de informações. As pessoas acabam sem saber no que poderiam aprofundar-se”.

Durante os Jogos, a maior parte dos turistas não ficou hospedada na região onde os frades estavam evangelizando.

“Não há muitos hotéis por aqui. Por isso, as pessoas não circularam muito aqui pela região da Paróquia. Ou elas vieram e ficaram no Parque ou voltaram para o centro”.

(RB)

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Atualidades

Argentina usa decisão do Mercosul para regularizar 1 milhão de migrantes

◊   Nova Iorque (RV) – A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou que a Argentina conseguiu regularizar a situação de mais de 1 milhão de migrantes no país com base num recurso do Mercosul.

Em comunicado, divulgado nesta sexta-feira, nos Cadernos Migratórios da agência, a OIM ressaltou que a medida foi viabilizada por um tratado de 2002.

O documento, sobre direito à residência para cidadãos do Mercosul, teria aberto o caminho para que países associados e membros regularizassem e integrassem seus migrantes.
Em 2004, a Argentina iniciou o programa de legalização de migrantes que viviam no país.
A iniciativa, batizada de Pátria Grande, já concedeu residência a cerca de 1,1 milhão de estrangeiros. Deste total, 90% são cidadãos do Mercosul.

A OIM participou da ação com apoio logístico no processo de inscrições. A agência informou ainda que a medida tem um efeito positivo sobre a queda do desemprego. Em 2003, quando a Argentina regularizou mais de 400 mil migrantes, o desemprego no país era de pouco mais de 16%. Três anos depois, o índice era de 6%.

Atualmente, mais de 1,8 milhão de migrantes vivem na Argentina. A maioria é do Paraguai, da Bolívia, do Chile e do Peru.

(RB/ONU)

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O rádio completa 90 anos no Brasil

◊   Brasília (RV) – Presente em nove de cada dez lares brasileiros, o rádio completa 90 anos em 2012 e mostra que permanece como um meio de forte penetração nacional.

Segundo pesquisa do Target Group Index, do IBOPE Media, 35% das pessoas indagadas declaram sintonizar alguma estação enquanto utilizam outros meios, como revistas e principalmente a internet.

Outro dado indica que 75% da população afirma ter ouvido rádio nos últimos sete dias, o que coloca o meio na terceira posição em declaração de consumo no País.

Sobrevivente da ascensão da televisão na década de 50, o rádio resiste, agora, à popularização da internet, fazendo da rede uma plataforma para a ampliação da sua audiência.

Dentro do universo Target Group Index, que representa 49% da população brasileira entre 12 e 75 anos, 8% ou 4,2 milhões de pessoas afirmam ter escutado rádio pela internet nos últimos trinta dias, percentual que chega a 11% quando considerados os jovens de 12 a 24 anos.

Por ter um único suporte comunicativo, a audição, o rádio permite seu consumo simultâneo com outras mídias, o que acaba por beneficiá-lo.

O celular também atua como importante plataforma para a escuta do rádio. Das pessoas que possuem aparelhos com a funcionalidade, 49% afirmam utilizá-lo para escutar o meio, número que entre os jovens de 12 a 24 anos sobe para 56%.
(CM, Signis)