ZENIT 13/08

Semana Nacional da Família, Brasil 2012


Hora da Família 2012
Artigo de reflexão do Pe. Wladimir Porreca, assessor nacional da Pastoral Familiar da CNBB

Pe. Wladimir Porreca*

BRASILIA, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família oferece para a Semana nacional da Família 2012 o subsídio “Hora da Família” 2012 para ser um instrumento eficaz, para ser usado durante todo o ano, em especial, na Semana Nacional da Família, para introduzir a reflexão e celebração sobre o tema da família na dimensão do trabalho e na festa.

Este periódico “Hora da Família” foi elaborado a partir das catequeses do Encontro Mundial das Famílias com o Papa Bento XVI em Milão, nos dias 30 de maio a 03 de junho, em Milão na Itália.

Família, trabalho e festa são um trinômio que começa com a família, para compartilhá-la com o mundo. O trabalho e a festa são modos através dos quais a família ocupa o “espaço” social e vive o “tempo” humano. O tema coloca em evidência o casal homem- mulher junto ao seu estilo de vida: o modo de viver os relacionamentos (a família), de habitar o mundo (o trabalho) e de humanizar o tempo (a festa). O objetivo do tema é pensar na família como patrimônio da humanidade sugerindo, assim, a ideia que a família é patrimônio de todos, e que ao mesmo tempo contribui universalmente para a humanização da existência.

O nosso periódico é um instrumento para que, por meio de reuniões familiares e de grupos, em todos os ambientes, se aprofunde a reflexão sobre o valor único e próprio da família e o grande bem que ela representa para cada pessoa e para a sociedade. Com as reflexões a partir do tema do Encontro Mundial da Família : FAMÍLIA: TRABALHO E FESTA, é dividido em três grupos, conforme a sequência a família (A família gera a vida, A família e a superação das dificuldades, A família geradora de uma sociedade justa e fraterna ), o trabalho (O trabalho  na família, O trabalho, recurso para a família, O trabalho, desafio para a família) e a festa (A festa, tempo para a família, A festa, tempo para o Senhor, A festa, tempo para a comunidade) e introduzidas por uma catequese sobre o estilo de vida familiar (O segredo de Nazaré), os temas desejam iluminar a união entre a vivência familiar e a vida quotidiana na sociedade e no mundo pelo trabalho e pela festa.

Mesmo que cada encontro traga um tema e textos específico focados na temático do Encontro Mundial da Família, contudo as famílias e grupos sintam-se livres para ampliar ou mesmo criar outros temas que possibilitem a família celebrar o trabalho e a festa, através de iniciativas próprias, como palestras, encontros, seminários de estudos e fóruns de debates.

O subsídio “Hora da Família” servirá para introduzir a reflexão e celebração sobre o tema da família na dimensão do trabalho e na festa. É recomendável que se formem grupos de famílias vizinhas, de uma comunidade, de uma quadra, rua, escola, grupos de oração, grupos de reflexão, de ambientes de trabalho, de escolas e outros.

É importante promover reuniões que agrupem todos os membros da família, desde as crianças até aos mais idosos e que todos se sintam valorizados. Que haja momentos de reflexão e celebração e também momentos alegres e festivos. Que não haja excluídos e/ ou desvalorizados.

São de grande valor as celebrações da Eucaristia, cultos ecumênicos, bênçãos das casas. Também é oportuno dar destaques especiais, como: celebrar as “Bodas de Prata” ou “Bodas de Ouro” de casais que as comemoram ao longo do ano, legitimar casamentos; renovação das compromissos matrimoniais numa das celebrações durante Semana Nacional da Família; valorizar os idosos na família; promover noites de talentos com os jovens e crianças. Enfim, valorizar todos os laços familiares nas celebrações. Para isso, é importante estabelecer proximidade com as equipes de liturgia, catequese, dimensões missionária, jovens, ecumênica e outras.

Ainda, como sugestões, destacamos as celebrações conjuntas precedidas de carreatas e com grandes concentrações; missas de abertura e de encerramento da Semana Nacional da Família nas Catedrais, nos Estádios, Ginásios de Esportes, Setores, Áreas, Vicariatos, Foranias, Paróquias e outras.

Um dos grandes desafios da Semana Nacional da Família será de valorizar a presença dos filhos, dos jovens, como propósito de preparação para a Jornada Mundial da Juventude que vai acontecer no Rio de Janeiro em 2013.

*Dr. Pe. Wladimir Porreca é padre da Diocese de São João da Boa Vista/SP, psicoterapeuta e doutor em psicologia(USP) e serviço social (UNESP) e  pesquisador da temática Família.

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Santa Sé


IOR é mais transparente e seguro que os bancos de muitos países
Jeffrey Lena, advogado da Santa Sé, explica por que o IOR é confiável

ROMA, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – O relatório Moneyval “derrubou por terra o mito da pouca transparência do Vaticano e do IOR”, afirma o advogado da Santa Sé, Jeffrey Lena, em entrevista ao Vatican Insider.

Jeffrey Lena, 54, californiano de Berkeley, graduado em história e direito pela Universidade da Califórnia, ex-professor universitário de história e de direito, tem trabalhado em várias causas do Vaticano desde 2000.

Atualmente, é membro do grupo de trabalho constituído pela Secretaria de Estado para adequar o Vaticano às normas internacionais de combate à lavagem de dinheiro e contra o financiamento do terrorismo.

Segundo Lena, “muitas críticas sobre o Vaticano surgem da falta de compreensão do que ele realmente é, do que ele faz e de como funciona a Santa Sé (…) Infelizmente, certos artigos sobre o IOR são imprecisos. Muitas vezes corre-se o risco de enfatizar mais as suposições do que os fatos”. Por exemplo, “é absolutamente falso que existam contas da Finmeccanica no IOR, como também é falso que haja contas secretas ou anônimas, e é falso que o IOR tenha relações com bancos de fachada”.

Com relação às alegações de falta de transparência, o advogado declarou que “O relatório Moneyval desmascara esse mito. Os avaliadores afirmaram que o Vaticano foi muito colaborativo e cooperativo. Outro mito dissipado é o das acusações de corrupção desenfreada. O relatório diz especificamente, no parágrafo 52: ‘No que diz respeito à corrupção, embora tenha havido recentes acusações infundadas de corrupção na mídia, não há nenhuma evidência empírica de corrupção no Vaticano’”.

Sobre o porquê da aprovação do IOR em 49% dos critérios exigidos e da sua reprovação nos outros 51%, Lena afirma: “A observação mostra que as estatísticas podem ser facilmente enganosas. Uma análise apropriada dos números revela uma realidade totalmente diferente. Em primeiro lugar, o país que conseguiu o melhor resultado alcançou um rating de apenas 75% dos critérios considerados ‘muito ou completamente adequados’. Em segundo lugar, nenhuma atenção foi dada à classificação dos pontos de outros países na avaliação, embora esses dados também estejam disponíveis para qualquer um no site da Moneyval”.

Lena acrescenta: “O Vaticano ficou em décimo primeiro entre os trinta países avaliados ​​pela Moneyval na terceira rodada das avaliações e em décimo terceiro entre os trinta na sua performance geral, se você olhar para todas as ‘40 + IX Recomendações’”.

Além disso, o Vaticano superou países membros da União Europeia em mais de uma categoria, como no caso do compromisso com os tratados internacionais que combatem o crime organizado. “Não digo isso para criticar outros países, mas para afirmar que o Vaticano deveria receber o devido reconhecimento pelo que conseguiu alcançar”.

Sobre as acusações injustas que foram feitas ao IOR, o advogado Lena disse que “nos últimos meses, por exemplo, foi divulgada a notícia de que o Vaticano, na opinião dos Estados Unidos, foi chamado de ‘potencialmente vulnerável’ à reciclagem de dinheiro. Apenas potencialmente. É uma notícia que ajudou a disseminar uma visão bastante negativa do Vaticano. Mas fica claro, pela leitura do relatório dos EUA, que não era esta a categoria realmente relevante para o risco de reciclagem, e sim a dos países de ‘preocupação primordial’. Nesta última categoria entram países como Japão, Inglaterra, Austrália e Itália. É curioso, digamos assim, que muitos artigos de jornais não tenham comparado a avaliação do Vaticano com as avaliações de outros países de risco muito maior”.

Quanto às alegações de não-cooperação internacional, o colaborador da Santa Sé salientou: “A acusação constante de não-cooperação é injusta. Por exemplo, quem escreveu em janeiro que o Vaticano ‘nunca tinha respondido’ a uma rogatória de 2002 deve ter ficado surpreso quando descobriu que essa rogatória nunca chegou a ser enviada pelo país requerente, e, consequentemente, nunca chegou até o Vaticano!”

(Trad.ZENIT)

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O ex-mordomo do Papa será levado a julgamento
Publicados hoje o requerimento e a denúncia relativas ao processo sobre vazamento de documentos confidenciais do Vaticano. Envolvido também um empregado da Secretaria de Estado.

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – Foram publicados esta tarde, o requerimento e a sentença do Juiz do processo do Tribunal do Estado da Cidade do Vaticano, o advogado Piero Antonio Bonnet, relativas ao vazamento de documentos confidenciais vaticanos.

O juiz de instrução levou a julgamento Paolo Gabriele, ajudante de quarto do Papa, acusado por furto qualificado, e Claudio Sciarpelletti, funcionário da Secretaria de Estado, acusado de cumplicidade.

O advogado da Santa Sé formulou a acusação do Promotor de Justiça, o advogado Nicola Picardi, com base na responsabilidade do acusado Gabriele, seja por causa dos documentos encontrados em sua casa, que pela sua própria admissão de culpa.

O ex-mordomo, de fato – depois de negar, a princípio, a sua própria responsabilidade, admitiu em interrogatórios posteriores, ter fornecido documentos confidenciais ao jornalista Gianluigi Nuzzi – em seguida, publicado no livro “Sua Santidade” – motivando a sua ação como “uma ajuda para a Igreja”.

Embora consciente de fazer um ato ilegal, Gabriele tem justificado suas ações admitindo acreditar que o Papa não estava devidamente informado da corrupção interna da Igreja, que ele, ao contrário, estava consciente. Ele disse: “Eu tinha certeza de que um choque, até mesmo na mídia, poderia ter sido algo muito bom para trazer de novo a Igreja de volta ao caminho certo”.

Pela primeira vez também, soube-se que também estava envolvido no processo outro funcionário do Vaticano, Claudio Sciarpelletti, técnico informático da Secretaria de Estado, que durante o Inquérito confessou que teve numerosos contatos com o ajudante de quarto. Na gaveta de sua mesa, foi encontrado, de fato, um envelope contendo o material confidencial.

Sciarpelletti foi preso no dia 25 de maio e, em seguida, colocado em liberdade provisória, após fiança, no dia seguinte, com a obrigação de cumprir com certos requisitos. Por falta de provas sobre a cumplicidade no roubo, foi excluído das acusações, mas será processado “por cumplicidade.”

Como afirmado na sentença, isso corresponde somente a uma conclusão parcial da acusação, uma vez que o processo iniciado pela Magistratura Vaticana ainda está em andamento e pode abrir novos procedimentos com base em provas adicionais.

De acordo com o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, não é possível saber a data do julgamento até depois do 20 de setembro, data em que o Tribunal será atualizado.

Questionado sobre uma possível intervenção do Papa Bento XVI após esse veredicto parcial, o Padre Lombardi disse que o Papa é “livre para se expressar”, mas também sublinhou que o Papa “manteve-se fora do processo, a fim de dar maior autonomia para os juízes e um claro sinal de transparência “.

Tradução Thácio Siqueira

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Homens e Mulheres de Fé


Das choças etíopes para o ouro olímpico
Meseret Dafar: a história de uma etíope campeã na vida

Antonio Gaspari

ROMA, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – Gerou grande celeuma a vitória nos cinco mil metros de Meseret Defar, medalha de ouro olímpica em Londres.

A etíope Defar é uma campeã. Não é a primeira vez que ela ganha os 5000 metros batendo todas as concorrentes. O que mais surpreendeu desta vez foi o ícone de Maria que ela puxou de sob a camisa e mostrou ao mundo em meio às lágrimas.

Meseret Defar já tinha um título olímpico, dos Jogos de Atenas 2004, e um bronze de quatro anos antes, na mesma distância. Ainda nos 5000 metros, ela conquistou uma medalha de ouro nos jogos mundiais de Osaka 2007, uma prata em Helsinque 2005 e um bronze em Berlim 2009. Na distância de 3000 metros, ganhou quatro medalhas de ouro nos jogos mundiais indoor.

Ela deteve durante um ano o recorde mundial dos 5000 metros com o tempo de 14’16″63, obtido em 2007 nos Bislett Games de Oslo. Atualmente, detém o recorde mundial indoor dos 3000 metros e dos 5000 metros.

O mais surpreendente, porém, são a sua história e as suas atividades beneficentes.

Defar nasceu em uma choça de barro. Cresceu seguindo as instruções da mãe, que a mandava atrás de lenha no bosque e de água no poço. Estava sempre a correr descalça, porque os pais não tinham dinheiro para comprar sapatos. A mãe tinha muitas dúvidas quanto ao seu desejo de se tornar atleta.

Defar não se esqueceu das suas origens. É por isso que ela decidiu ajudar os necessitados. Tem certeza de que doar a quem tem menos é obrigação dos que têm mais. Declarou que nunca se esquecerá do que é ser pobre e que procurará fazer sempre o melhor para ajudar aqueles que estão em necessidade.

Além de fazer doações para orfanatos locais, a atleta etíope é uma das principais apoiadoras do projeto Abebe Bikila. Ela coleciona material esportivo do todo o mundo para doar ao grupo.

Defar e o marido, Tewodros Hailu, adotaram duas meninas, Nesanet e Nerat. Nesanet sofre de uma doença cardíaca. Os pais adotivos assumiram o compromisso de operá-la e cuidá-la da melhor maneira possível.

“Eu amo as crianças”, afirma Defar, e “quero ajudar todas as crianças carentes que não têm a oportunidade de realizar os seus sonhos. Estou satisfeita por poder ajudá-las”.

A atleta viveem Addis Abeba, na Etiópia, junto com o marido, as filhas adotivas, o pai Tolla, a mãe Asther e os cinco entre irmãos e irmãs.

(Trad.ZENIT)

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Cultura


As mostras do Meeting de Rimini 2012
Das obras sobre os jovens às obras de Bellini, de Dostoevskij à independência da América Latina, dos monges budistas do Koya ao rock de Coldplay e U2.

RIMINI, segunda-feira, 13 de agosto de 2012(ZENIT.org) – Serão oito exposições nos pavilhões da Feira (8.500mq) este ano, além das mostras nos museus da prefeitura intituladas “Os anjos de Pietá”. Também nesta XXXIII edição as mostras confirmam o fulcro do programa cultural no Meeting e muitas chegam do exterior: França, Rússia, América Latina, Albânia, Japão e Irlanda.

Um time de profissionais e estudantes trabalham juntos para realizar a mostra O imprevisível instante. Jovem pelo crescimento, curada pela Fundação pela subsidiariedade, em colaboração com o TG1 e que será visitada dia 19 de agosto pelo Presidente do Conselho Mario Monti.

Vídeos, testemunho de jovens, exemplos virtuosos (no âmbito escolar, universitário e do trabalho) contarão um modo novo de enfrentar os problemas e as dificuldades presentes nestes contextos, descobrindo a oportunidade que está escondida por trás das circunstancias mais difíceis, documentando uma nova modalidade para enfrentá-las. A mostra indicará que é hora de liberar a criatividade, os desejos e o espírito de iniciativa, para fazer desta energia difusa o motor de um novo desenvolvimento e de um equilíbrio social mais justo.

Do trabalho da professora Tat`Jana Kasatkina, diretora do departamento de Teoria da Literatura junto ao Instituto de Literatura mundial da Academia das Ciências  russa, com alguns docentes e estudantes de várias universidades russas e italianas, nasceu a mostra É Cristo que vive em ti. Dostoevskij. A imagem do mundo e do homem: o ícone e o quadro (Praça B5).

O comentário do texto do escritor russo por parte da professora Kasatkina revelará um Dostoevskij jamais visto, conhecendo seu modo criativo, através das imagens e especialmente dos ícones russos e da pintura sacra católica, que em suas obras não se excluem, mas são elementos complementares de uma única cultura cristã. Por trás dos textos de Dostoevskij existe um mundo feito de imagem e a mostra acompanhará os visitantes ao conhecimento deste.

Exemplos de homens que a partir de uma relação com o infinito, contribuíram na construção de catedrais, serão contados na mostra Ad Usum Fabricae. O infinito molda a obra: a construção da Duomo de Milão (PAD.C1), promovido pela Companhia das Obras, a cura de Marco Barbone, Mariella Carlotti, Martina Saltamacchia e  patrocínio da Venerada Fábrica do Duomo de Milão.

Começa pela catedral, colocando em evidência a relação com o povo, documentando, portanto, a ligação com quem a construiu, através de generosas doações. Desde o início dos trabalhos, houve uma extraordinária participação de milhares de cidadãos profissionais de várias áreas e classes sociais que se juntavam diante do altar principal para levar aquilo que tinham: uma moeda, uma tiara, um queijo. Falará, além disso, da relação entre a catedral e a cidade, para demonstrar como a obra incidiu profundamente na economia de Milão.

Da América Latina chegará a exposição Utopia e significado: duas bandeiras da independência da América Hispânica. 1808 – 1824 (Piazza A1 e on). O tema é a história do povo hispano-americano e seu percurso de independência. Emergirá, por um lado, a autenticidade da aventura humana, como ímpeto de um coração que deseja uma novidade capaz de mudar o mundo, por outro, como o impacto com a realidade leva a uma forte criticidade, revelando o limite do desejo de liberdade, como um risco que pode sucumbir ao desespero e ao poder. Através das figuras dos comandantes do processo de independência e as historias do povo, uma reflexão para entender qual é o verdadeiro motor da mudança.

Sobre liberdade se falará também na mostra intitulada Albânia, Atleta Christi. Da raiz da liberdade de um povo (Praça C5 Eden Viaggi). Através de grandes figuras como a de Giorgio Castriota Scanderbeg – o atleta Christi que conteve o avanço otomano em direção à Europa; Madre Teresa de Calcutá ou a obra das ordens religiosas católicas, que contará a independência albanesa, cujo centenário acontece este ano, com uma reflexão sobre o presente e o vazio de identidade que vive o País atualmente.

Existe um valor profundo compartilhado por todos os homens? Basta curar a doença ou é mais humano considerar a pessoa como um todo? São perguntas que serão respondidas pela mostra cientifica deste ano localizada na Praça A1 e.on, curada pela Associação Euresis e Fundação Jerome Lejeune em colaboração com a Associação Medicina e Pessoa e Centro Cultural Crosswords, intitulada: O que é o homem que você deve se lembrar? Genética e natureza humana no olhar de Jerome Lejeune.

O tema é a vida e a obra do fundador da clinica de genética, cujo processo diocesano pela causa de beatificação será concluído em 11 de abril de 2012, junto à catedral de Notre Dame de Paris. Graças a relação da Fundação Lejeune e de um grupo de geneticistas internacionais, será contado sobre Lejeune, de sua formação às descobertas científicas e sua luta em favor da vida.

A mostra continua com um sessão sobre os enormes progressos da genética, frequentemente utilizados mais para selecionar, do que para curar a pessoa, e perguntas sobre a possibilidade do nosso destino estar escrito em nossos genes. Dentre outros objetos de exposição: o microscópio de Lejeunes, o seu estetoscópio e uma cópia de seu diário traduzido em italiano.

O jornalista e critico musical irlandês John Waters e sua paixão pelo rock será o motor da mostra Três acordes e o desejo da verdade. Rock´n roll como busca do infinito (Praça C5 Eden Viaggi). Mas, é possível conciliar o rock e o desejo do infinito? O escopo da mostra é justamente mostrar que diferentemente do que se pensa, o rock é um meio que muitas vezes consegue transmitir o senso mais profundo do desejo humano do artista e do ouvinte, apesar de uma indústria discográfica na maioria das vezes hostil.

Busca traçar esta viagem das origens do blues e gospel, até chegar aos profissionais tipo Coldplay, U2, os Mumford & Sons, que aderiram a este impulso original sem buscar atrair a atenção sobre o que eles estão fazendo.

O Koyasan. A montanha sacra do Budismo Shingon Mikkyo que padre Giussani tanto amou (PAD.A2). A mostra nasce do encontro e da inesperada amizade que há cerca de 25 anos, em 1987, entre o parde Giussani, em vista ao Japão, e Shōdō Habukawa, monge budista do Monte Koya, centro de espiritualidade budista shingon um dos mais importantes no Japão.

A mostra pretende documentar, com a vida, a religiosidade e a arte, a experiência do eu na relação com o Mistério que faz todas as coisas, como é vivida pelos monges budistas do Monte Koya.

Maiores informações:

Fundação Meeting para a amizade entre os povos

www.meetingrimini.org

Twitter@meetingrimini

Facebook.com/meetingrimini

(Tradução:MEM)

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Familia e Vida


Vocação à Família
Reflexões de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – Vocação é um chamado. Exige uma resposta. Na vida cristã, a vocação à família é um dom inestimável. A família é o berço de todas as outras vocações. A família é o lugar onde se desenvolvem nos seres humanos os seus relacionamentos mais significativos e especiais.  É instituição divina desde a criação do mundo. “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e os dois já não serão mais duas, mas uma só carne”. A união entre o homem e a mulher é fundamental e querida por Deus. Os filhos são a bênção do casamento, que trás em seu bojo os sinais da fidelidade, da fecundidade e da eternidade.

Os sagrados laços do matrimônio despertam no homem e na mulher a vocação ao amor, dada por Deus mesmo a todo ser humano. Ele que é amor nos mandou amar como Ele mesmo. Criados à sua imagem e semelhança não poderia, de fato, ser diferente. O parágrafo 1604 do Catecismo da Igreja Católica chama nossa atenção para este dado importante do amor: “Deus que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata do ser humano. Pois o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, que é amor. Tendo-os Deus criado homem e mulher, seu amor mútuo se torna uma imagem do amor absoluto e indefectível de Deus pelo homem. Esse amor é bom, muito bom, aos olhos do criador, que é amor. E esse amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum de preservação da criação: “Deus os abençoou e disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28)”.

Que o homem e a mulher foram criados um para o outro não se discute. Assim é afirmado na Sagrada Escritura: “não é bom que o homem esteja só”. Daí o Senhor lhe faz uma companheira semelhante: “carne de sua carne, ossos de seus ossos”.

O matrimônio é a caracterização do início de uma nova família. Já não são mais dois, mas uma só carne. Além de ser uma instituição divina é também de índole natural. A união entre o homem e a mulher garante as gerações da prole ao longo dos anos. O Matrimônio é, portanto, uma aliança onde homem e mulher se unem pela vida toda, tendo em vista o bem de ambos e a geração e educação dos filhos. Foi o próprio Jesus que elevou esta união à dignidade de sacramento.

Muitas ameaças do mundo moderno hoje colocam em questão o verdadeiro sentido do matrimônio. Precisamos sempre mais resgatar o valor da família. O Beato Papa João Paulo II chama a família de “santuário da vida”. Ao longo de todos os séculos a Igreja sempre trabalhou e zelou pela promoção da família e de seus valores. Afinal, ela tem consciência de que esta é de fundamental importância para o bem-estar de toda a humanidade. Quanto mais nossas famílias se estruturarem devidamente e sobre os alicerces da fé e da verdade, mais o mundo tomará consciência de sua verdadeira identidade e missão. O Concílio Vaticano II, no documento Gaudium et spes, ressalta que “a salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar”.

A família é a vocação natural dos seres humanos. As demais vocações são específicas e especiais e não poderiam existir não fossem famílias generosas a oferecer seus membros em vista de um bem comum. A família não exprime sua importância apenas entre seus membros, mas suas atitudes refletem sobre a sociedade como um todo, sem dúvida. Daí a afirmação do Concílio da necessidade da família na salvação de toda a humanidade.

No sacramento do matrimônio os noivos se aceitam um ao outro, unindo-se à oferenda de Cristo à sua Igreja. Assim como Cristo amou a Igreja, os cônjuges devem se amar também. São os esposos que se conferem mutuamente o sacramento, expressando diante de toda a Igreja ali reunida o seu consentimento. O sacerdote testemunha o consentimento que é dado um ao outro. A bênção sacramental é importante na celebração. O Catecismo da Igreja Católica no §1624 ressalta este aspecto de modo claríssimo: “as diversas liturgias são ricas em orações de bênção sobre o novo casal, especialmente sobre a esposa. Na epiclese deste sacramento, os esposos recebem o Espírito Santo como comunhão de amor de Cristo e da Igreja. É ele o selo de sua aliança, a fonte que incessantemente oferece seu amor, a força em que se renovará a fidelidade dos esposos. Toda esta configuração do sacramento está para confirmar e ressaltar que o matrimônio não é uma celebração exclusiva ou particular, mas um ato eclesial: isto se manifesta claramente na presença do ministro da Igreja, bem como dos presentes, as testemunhas. O casamento é um ato litúrgico, cria direitos e deveres na Igreja, entre esposos e filhos; é um estado de vida na comunidade de fé e sua celebração tem caráter público.

Uma vez que os noivos se deram em casamento está constituída a nova família. Os filhos são frutos desse amor. O sacramento é o selo de Deus na vida do casal. Jamais pode ser dissolvido. Uma especial graça concedida ao casal é a graça que é o próprio Cristo: na união conjugal um deve ajudar o outro a se santificar, estando sempre unidos um ao outro e na aceitação e educação dos filhos. O amor que os une deve ser delicado e fecundo, sincero e firmado no temor de Deus.

O amor conjugal exige a indissolubilidade, a fidelidade e a fecundidade. Sinaliza o amor de Cristo com sua Igreja. Este amor é indissolúvel, pois nada pode romper, nenhuma miséria humana e nenhuma outra situação seria capaz de dissolver este amor; é fiel, porque dura de geração em geração, mesmo se a humanidade, no mal uso de sua liberdade, afastar-se de Deus e de seus santos ensinamentos; e fecundo, porque, como na vida do casal os filhos são frutos do seu amor, na Igreja Cristo oferece a vida aos que renasceram na água do batismo e com ele foram sepultados e irromperam tão logo vitoriosos e ressuscitados.

Jesus nasceu em uma família: a sagrada família de Nazaré. Filho de Maria e José. A igreja é a família de Deus. Nela todos são chamados a servir ao Deus vivo e verdadeiro: “Crê no Senhor Jesus e serão salvos tu e os de tua família”. Nosso tempo urge que as famílias se convertam na fé e animem o mundo com a força que vem do próprio Deus. Ainda o Catecismo da Igreja Católica, no § 1656, ressalta esta necessidade: “Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial como lares de fé viva e radiante. Por isso, o Concílio Vaticano II chama a família usando uma expressão antiga, de “igreja doméstica”. É no seio da família que os pais são para os filhos, pela palavra e exemplo, os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada”.

O lar da família é o espaço privilegiado da educação, do cuidado e da ternura; é a escola da vida e da fé. Os pais são, portanto, o primeiro catequista de seus filhos. Cabe-lhes introduzir sua prole no caminho cristão e acompanhar todo o seu desenvolvimento nas diversas etapas do caminho da fé. É lá, também, o celeiro de vocações e de um suficiente e necessário desenvolvimento e enriquecimento da pessoa humana. As melhores e mais importantes lições vêm de casa. Ninguém deve estar privado da família. Assim também nossas igrejas, comunidades paroquiais devem ser casa e família para todos, especialmente para os mais cansados, excluídos e enfraquecidos. Seguindo a orientação de São Paulo, na carta aos Efésios, que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a Igreja. Grandioso mistério de amor de um Deus que se revela e se deixa conhecer.

“Que a família comece e termine sabendo onde vai, que o homem carregue nos ombros a graça de um pai; que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor e que os filhos conheçam a força que brota do amor” (Pe. Zezinho)!

† Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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Como está organizada a pastoral familiar no Brasil (Parte II)
Entrevista com casal coordenador, Tico e Vera

Por Thácio Siqueira

BRASILIA, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – Começamos ontem (12) a semana nacional da Família, que está sendo celebrada em cada diocese do Brasil até o dia 18 desse mês.

Aproveitando a temática familiar que está sendo objeto de reflexão dos católicos brasileiros, publicamos hoje a segunda parte da entrevista que o atual casal coordenador da Pastoral Familiar, Raimundo Veloso Leal e Vera Lúcia Morais Leal, concederam à ZENIT.

A primeira parte da entrevista foi publicada no dia 06 de agosto (para ter acesso clique aqui).

***

ZENIT – As estruturas eclesiásticas, sem o espírito de Cristo e do Evangelho, podem cair numa mera burocracia e ativismo? Qual é a sua experiência sobre isso?

TICO & VERA: Quem fala agora é Vera – “A nossa experiência é verdadeiramente salutar e pode ser considerada (principalmente no caso do TICO), como uma grande experiência de DEUS. Ele sempre acreditou que o trabalho bastava, e que a força do homem residia na sua própria força. Acontece que em 1984 fomos chamados por Deus (através de um amigo, já falecido) para participar do Encontro de Casais com Cristo, e naquele encontro, ele “caiu do cavalo!” descobriu que toda a sua força e capacidade de trabalho, vinha, não dele, mas do Deus que o criou e o amou desde sempre. A inspiração de Deus sobre o Padre Pastore então realizava-se nele. Descobriu a Igreja e, sobretudo, descobriu a sua fragilidade e pequenez, como ele mesmo diz. Mergulhou na Messe do Senhor e hoje – continua Vera -, posso dizer sem dúvidas que ele se encontrou. Desprezou o ativismo e fez a entrega de todas as suas ações à graça que, segundo o nosso entendimento paira sobre nós. – e continua -, respondeu ao chamado de Deus com a sua vocação de servir à Igreja, o que tenta ele fazer com muita dedicação e responsabilidade – concluindo – Somos muito felizes por tudo isso e agradecidos a Deus pelos milagres acontecidos em nossa vida!. O Espírito Santo paira hoje sobre nós e sobre nossa dedicação e disposição, permitindo-nos então, servi-Lo com amor e misericórdia.”

ZENIT – O testemunho de vida matrimonial de vocês tem sido objeto das suas pregações Brasil à fora. Por que?

TICO & VERA: Não poderia ser de maneira diferente. O nosso testemunho não é tão somente de conversão, mas de oração, temor a Deus, resiliência, perdão e reconciliação. Tivemos inúmeros revezes e a existência pregou inúmeras peças em nossas vidas, quer em nossa relação amorosa, quer em nossa vida profissional, porém nunca nos faltou o amor de Deus e a presença do Cristo. Para reafirmar esse sentimento e essa certeza quando comemoramos os nossos 30 anos de vida matrimonial, mandamos gravar em nossas alianças o nome JESUS, para que pudéssemos conservar bem próximo a nós e de maneira indelevel o amor do Filho de Deus, segunda pessoa da Santíssima Trindade, que é nosso modelo e inspiração. Assim, quando fraquejamos, olhamos para as nossas alianças e sentimos no fundo das nossas almas aquilo que São Paulo dizia: “quando sou fraco, ai então é que sou forte”, pois temos em nossos momentos de fraquezas, a certeza do amor de Deus, que nos une e nos fortalece a cada queda nossa. É assim a vida do casal; é assim a nossa vida! Precisamos então anunciar a todos a Boa Nova do Matrimônio e da Família através de nós próprios. O testemunho é essencial!

ZENIT – Além dos testemunhos de vida, os matrimônios têm necessidade de princípios, de doutrina, de formação. Como a Pastoral Familiar atua nessa área de formação?

TICO & VERA: Temos sido muito felizes com a nossa Igreja e nesse caso pedimos que todos os casais e famílias estejam atentas ao que é dito pelos nossos sacerdotes, eles tem muito a nos dizer e a nos ensinar. Além do acompanhamento sacerdotal (bispos e padres), nós contamos com as nossas literaturas, cursos, encontros, fóruns, jornadas, congressos e escolas de formação, como é o caso do INAPAF (citado anteriormente).

ZENIT – A Pastoral Familiar é uma estrutura eclesiástica no Brasil, que tem como responsável a CNBB, ATRAVÉS DA Comissão Episcopal para a Vida e a Família. Na opinião de vocês, as dioceses do Brasil acolhem e implantam a Pastoral Familiar nas suas dioceses?

TICO & VERA: Acreditamos que sim. É claro que às vezes encontramos alguma resistência de alguns, porém acreditamos que seja apenas por desconhecimento do que seja e do que representa a Pastoral Familiar e a própria família. Sabemos de todos os traumas que carregamos através de nossa vida e que quase sempre, nascem no seio das famílias acompanham a gente para sempre. É preciso então um trabalho de esclarecimento e de muita paciência, sobretudo, acreditando na graça de Deus. Como já dissemos anteriormente, há uma cultura de desconstrução da célula familiar que tem como resultado o enfraquecimento do corpo social. Tudo muito pertinente e compreensível. O grande problema é nunca desistir e manter a convicção de que “a Família é a esperança de Deus”, e que através da vida dessa esperança, haveremos de vencer todas as resistências e todos os contrários.

ZENIT – Afinal, como diz São Paulo na carta aos Efésios, lutamos contra realidades espirituais. Qual é a importância da oração na vida de uma casal católico que queira perseverar na sua vocação matrimonial?

TICO & VERA: Você vai permitir responder essa última pergunta com uma frase de São Lourenço Justiniano. Ele dizia: “A oração aplaca a ira de Deus, porquanto Deus perdoa logo a quem com humildade lhe pede, concede todas as graças pedidas, vence todas as forças do inimigo, em resumo, transforma os cegos em iluminados, os fracos em fortes, os pecadores em santos.”

Raimundo Veloso Leal & Vera Lúcia Morais Leal (TICO & VERA): Casal Coordenador da Comissão Nacional da Pastoral Familiar – CNPF, Pai de 04 filhos, se conhecem há 44 anos e são casados (no Senhor) há 38 anos. Residem em Salvador / Bahia – Telefone: (71) 9963.9003 – e-mail: ticovera@terra.com.br

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Mundo


Assassinado mais um sacerdote na Colômbia
Em 27 anos, foram mortos 2 bispos, 79 padres, 8 religiosos e 3 seminaristas

ROMA, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – A nova vítima da violência contra o clero na Colômbia é o padre Pablo Sánchez Albarracín, 67, de Cúcuta, pároco de Santa Maria Mãe de Deus. Ele morreu após 72 horas de agonia.

A Rádio Vaticano relata que o sacerdote foi atacado em 9 de agosto por um homem que tinha invadido a sua casa com uma arma cortante, demonstrando desespero. De acordo com a polícia local, o padre era muito querido pelos fiéis e nunca havia recebido qualquer tipo de ameaça.

Na Colômbia, os sacerdotes assassinados nos últimos 40 anos já somam dezenas. Muitos foram assassinados pelos homens do tráfico, outros por paramilitares ou por grupos guerrilheiros.

Na cidade de Cúcuta, os problemas de ordem pública e a insegurança dos cidadãos são crônicos. A igreja local recebe inúmeras ameaças e “pedidos” de abandonar a região.

Em 15 de julho, o núncio apostólico dom Aldo Cavalli visitou a cidade para incentivar o clero a continuar o seu trabalho pastoral. “A Igreja nunca vai abandonar essas pessoas nem a sua missão de evangelização”, afirmou explicitamente o prelado.

Em 12 de maio, o padre Gustavo García tinha sido morto por um homem que queria roubar seu telefone celular.

De acordo com o episcopado colombiano, entre 1984 e setembro de 2011, o país listou 2 bispos, 79 sacerdotes, 8 religiosos e 3 seminaristas assassinados

(trad.ZENIT)

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Primeira congregação missionária da Índia elege novo superior
Pe. Francis de Carvalho de 65 anos de idade

BOMBAIM, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – No dia 11 de Agosto, a primeira congregação missionária da índia, Sociedade São Francisco Xavier, conhecida como Sociedade do Pilar, elegeu o seu novo Superior, Pe. Francis Carvalho, de 65 anos idade.

Pe. Francis é o primeiro superior depois que o instituto tornou-se de direito pontifício. No passado 27 de junho recebeu o doutorado em direito canônico pela Universidade Gregoria de Roma.

Em entrevista dada a AsiaNews Pe. Carvalho explicou que “A tarefa do nosso instituto é de ser missionários pioneiros entre aqueles que não conhecem a Cristo e aqueles que se tornaram indiferentes a Ele”, e continua “a nossa preferência e prioridade são antes de mais nada a Ásia e a África”, mas confirma que acima de tudo estão à serviço do Papa onde ele precisar.

TS

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Espiritualidade


A assunção de Maria ao céu
Fundador dos Franciscanos da Imaculada explica como ganhar o céu

Padre Stefano M. Manelli, F.I.

ROMA, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – Ao contemplar a assunção de Maria ao céu em corpo e alma, contemplamos o nosso destino final de acordo com o plano de Deus: o paraíso.

Para merecer o paraíso, no entanto, precisamos nos esforçar para viver como Maria viveu, praticando as virtudes no sacrifício diário da nossa vida. “Só será recompensado quem tiver legitimamente lutado”, diz o apóstolo Paulo (2 Tim 2,5).

A assunção da Virgem Maria ao céu nos lembra as suas virtudes santas, brilhantes como estrelas no firmamento da sua vida. Toda a vida de Maria foi uma constelação de virtudes, um Éden de graça na terra, depois transportado para o Éden infinito e eterno dos céus. E nós, contemplando Maria, temos que aprender a viver como ela para ser um dia acolhidos no paraíso.

É por esta razão que a Igreja diz que sobre a terra os homens “voltam os olhos para Maria, que refulge como o modelo da virtude perante toda a comunidade dos eleitos” (Lumen Gentium). O papa Paulo VI afirma que as virtudes de Maria são o modelo para todos, e que “dessas virtudes da Mãe também se adornarão os filhos, que, com tenaz propósito, se espelham nos seus exemplos para reproduzi-los na própria vida” (Marialis cultus).

Mas quais são as virtudes de Maria que mais devemos imitar?

O grande apóstolo de Maria, São Luis Grignion de Montfort, nos ensina que “a verdadeira devoção à Santíssima Virgem leva a alma a evitar o pecado e a imitar as virtudes de Maria, em particular a sua humildade profunda, a sua fé viva, a sua obediência cega, a sua contínua oração, a sua mortificação universal, a sua pureza divina, a sua caridade ardente, a sua paciência heroica e a sua sabedoria divina”. Que tesouro imenso de virtudes sublimes é Maria!

Se o caminho da virtude foi o caminho de Maria para o céu, então ele deve ser também o nosso caminho. Não há outra maneira de ir da terra ao céu sem passar pelo purgatório, que é um lugar de purificação dolorosa, diante do qual empalidecem até mesmo os sofrimentos mais atrozes da terra.

Todos os santos são santos porque praticaram as virtudes de modo perfeito, brilhando mais por alguma virtude que os caracteriza em particular: assim, São Francisco de Assis brilha em especial pela pobreza; Santa Clara de Assis pelo amor à Eucaristia; São Luís Gonzaga pela pureza; Santa Teresa de Jesus pela oração; São Francisco Xavier pelo amor às almas nas missões; Santa Gemma Galgani pelo amor ao Cristo crucificado e à Virgem das Dores; São Maximiliano Kolbe pelo amor à Imaculada Conceição; São Pio de Pietrelcina pelo amor ao rosário.

Nossa Senhora de Fátima também nos fala do purgatório, e em termos nada reconfortantes. Para a pequena Lúcia, que perguntava onde estava a alma de uma companheira falecida recentemente, Maria respondeu: “Ela está no purgatório e lá permanecerá até o fim do mundo”. É terrível. Mas por que não pensamos que poderia ser assim para nós também?

No céu se entra perfeito, com todas as virtudes. Os três pastorzinhos compreenderam isto muito bem e se aplicaram com todo o ardor na busca da virtude. Jacinta, por exemplo, nos encanta pela candura e pela mortificação, pela oração e pela paciência nos sofrimentos terríveis que padeceu ao passar por uma cirurgia sem anestesia. Fascina especialmente pela sua caridade heroica para com os pobres pecadores, que eram a paixão do seu coração inocente.

O pequeno Francisco de Fátima, igualmente, nos encanta pelo seu recolhimento, pela sua reserva e capacidade de contemplação e de adoração. São coisas incríveis em um menino de dez anos, idade em que eles são apaixonados pelo esporte e por correr despreocupadamente.

Quanta maturidade, no entanto, e que paixão amorosa ele demonstra ao querer sempre “consolar Jesus”, passando horas a fio perto do tabernáculo, onde Jesus fica escondido!

É assim que se entra no céu. Só assim. Contemplando Maria assunta ao céu, descobrimos o verdadeiro caminho da vida cristã, na esteira esplendorosa e sublime da Mãe Celestial: um caminho de virtudes que nos levam para cima.

Virtude a praticar: a imitação de Maria.

(Tradução:ZENIT)

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Diáconos, Padres e Bispos
Reflexões de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – No Diretório Litúrgico da Igreja do Brasil, a primeira semana de agosto é dedicada à oração pelas vocações ao ministério ordenado. Assim iniciamos o Mês Vocacional, contemplando e rezando por estes homens de Deus que foram chamados para servir a Igreja nas diversas circunstâncias e missões.

Os ministérios ordenados são o Diaconato, o Presbiterado e o Episcopado. Creio que seria importante continuar refletindo sobre essa vocação.

Para cada período de formação seminarístico há uma etapa na formação que traz alegria. A razão para esta alegria é ser ordenado para o sacerdócio ou para o diaconato. Todo ano, cada seminário apresenta frutos em novos diáconos ou presbíteros. Além destes dois graus de Ordens Sacras há mais um que é a plenitude do sacerdócio de Cristo: a ordenação episcopal.

Em muitos ministérios, o sacramento do sacerdócio é de particular importância. Em Atos, lemos que um dia a comunidade de crentes escolheu sete homens “de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria”, como a comunidade dos diáconos, que auxiliam os Apóstolos em seu trabalho. Lembre-se que diaconato significa serviço. O serviço do diácono, mencionado em Atos, recuperou a sua importância na Igreja Católica já há alguns anos. Ele tem que reviver o serviço de construir a fraternidade na Igreja. Além disso, homens casados ​​podem ser ordenados diáconos. “Apresentam-nos aos apóstolos, que oraram e lhes impuseram as mãos” (At 6, 6). Também nas cartas a Timóteo temos (1 Tm 4, 14 e 2 Tm 1, 6) que a delegação de autoridade na Igreja foi realizada pela imposição das mãos. Da mesma maneira como se faz hoje. Os homens que se sentem chamados a servir a comunidade, terceirizar esta missão aos bispos – sucessores dos Apóstolos – pela oração e imposição das mãos. Assim, dar-lhes o sacramento da ordenação ao sacerdócio. Se uma pessoa recebe da Igreja o ofício sacerdotal, não tem, nem requer para si, mas sim e totalmente para a Igreja. Serviço à Igreja começa pelo chamado, depois pelo tempo de formação, após a decisão do candidato à vida sacerdotal, se estende pelos graus da ordem: diaconato, presbiterato e, para alguns, o episcopado. É uma opção de vida caracterizada por uma constante prontidão para servir a Igreja e as pessoas.

Participar da celebração do sacramento da Ordem, quando possível, há sempre muitos sacerdotes. Eles também impõem as mãos sobre o sacerdote recém-ordenado. Este gesto simbólico vem certificar a sua adesão ao ofício sacerdotal. Juntamente com o sacrifício da entrega, o bispo celebra a Santa Eucaristia como um sinal de que ele é ordenado para seus representantes no ministério, agindo com o seu comando. Por seu turno, o bispo se preocupa com os diáconos e com os padres. Dessa forma, os diáconos e padres participam da missão e da unidade com o bispo.

Um bispo, sinal da unidade em sua diocese e unido com os sacerdotes e diáconos, é ordenado à autoridade episcopal através da oração e da imposição das mãos por outros bispos. Os bispos estão sempre em comunhão com o Bispo de Roma; ali se dá a continuação ininterrupta do ensino do colégio apostólico e do governo pastoral da Igreja. Então, recebem o sacramento da Ordem aqueles que estão aptos para servir a Igreja como bispos, sacerdotes e diáconos.

Bispo é um membro do Colégio dos Bispos e do Sucessor dos Apóstolos. Administra o sacramento do crisma e a ordenação de diáconos, padres e outros bispos.

Os padres dirigem as paróquias com a autoridade que o bispo lhes deu. Eles têm responsabilidade e sabem conhecer o que lhes foi atribuído: pregar e ensinar a palavra de Deus (santificar as pessoas). Eles têm o poder de celebrar a Eucaristia, os sacramentos da Penitência e Unção dos Enfermos. Seus poderes também devem estar voltados à presidência da cerimônia de batismo e assistir ao matrimônio. Uma importante tarefa dos padres também é uma preocupação para os necessitados e procurar a unidade da paróquia.

Os diáconos servem o altar e os fiéis durante os cultos. Participam pregando e ensinando, bem como cuidam dos pobres e doentes. Nas comunidades onde não há padre, o diácono pode presidir a Liturgia da Palavra e dar a Sagrada Comunhão.

Rezemos, pois, para que Deus envie muitas e santas vocações sacerdotais, a exemplo do Sagrado Coração de Jesus, para servir as necessidades da Igreja de Cristo!

† Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ