ZENIT 25/07

Santa Sé


Fundação Populorum Progressio abre reunião anual em Bogotá
Financiamento de projetos em favor dos povos indígenas da América Latina será avaliado

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 24 de julho de 2012 (ZENIT.org) – Começa hoje e termina sexta-feira 27 de julho, a reunião anual do Conselho de Administração da Fundação Populorum Progressio, dirigida desde a sua fundação em 1992, para o Pontifício Conselho Cor Unum.

A reunião acontece em Bogotá, no Centro de Espiritualidade e Pastoral da Conferência Episcopal da Colômbia, para analisar o financiamento de projetos em favor dos indígenas, mestiços e afro-americanos na América Latina e no Caribe.

Fazem parte do Conselho de Administração, o cardeal Robert Sarah, presidente da Fundação e do Pontifício Conselho Cor Unum; o Cardeal Juan Sandoval Iñiguez, arcebispo de Guadalajara (México) e presidente do Conselho de Administração; o arcebispo Edmundo Luis Abastoflor Montero, de La Paz (Bolívia), vice-presidente; o arcebispo Murilo Sebastião Ramos Krieger, de São Salvador da Bahia, Brasil; arcebispo Javier Augusto Del Rio Alba, de Arequipa, Peru; o arcebispo Antonio Arregui Yarza, de Guayaquil, Equador; o arcebispo Oscar Urbina Ortega, de Villavicencio, Colômbia e o monsenhor Segundo Tejado Muñoz, sub-secretário do Pontifício Conselho Cor Unum. Dois novos membros este ano farão parte do Conselho: Monsenhor Seastião Ramos Krieger, novo representante do Brasil e do monsenhor Javier Del Rio Alba, representante do Peru.

A Fundação Populorum Progressio recebe fundos para poder trabalhar, principalmente do Comitê de ajuda ao Terceiro Mundo da Conferência Episcopal Italiana, e de doadores privados. O Conselho de Administração da Fundação, tradicionalmente realiza suas reuniões em um país da América do Sul, com o objetivo de tornar conhecidas as suas atividades nas Igrejas locais.

Este ano, 203 projetos foram apresentados em um valor total de 2.908.727 dólares provenientes de 19 países. Como nos anos anteriores, as nações mais “ativas” na apresentação dos projetos foram: Brasil (59), Colômbia (42), Peru (15), Equador (16) e El Salvador (6), países onde as populações apoiadas pela Fundação são mais numerosas. Foram apresentados projetos do Haiti (12), Guatemala (5), Argentina (5), Bolívia (10), Paraguai (4), Chile (4), Cuba (5), Costa Rica (6), México (3); Venezuela (2), Nicarágua (3), República Dominicana (2), Honduras (2) e Uruguai (2).

A Fundação está em uma fase de renovação de seus membros e do secretariado. Na intenção de fornecer novas ferramentas para a divulgação das atividades da Fundação e será apresentado aos membros um projeto proposto por um especialista em fundações, Juan Carlos Navarro, com a ajuda do consultor jurídico da Cor Unum, Dom Silvério Nieto, que contém possíveis elementos de mudança no método de trabalho da Fundação. Nesta reunião também serão eleitos o novo Presidente e o Vice-Presidente do Conselho de Administração.


Brasil


“Hora da Vida” quer contribuir para o momento histórico de celebrações da Igreja
Mensagem de Dom Antonio Augusto Dias Duarte da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família

BRASÍLIA, terça-feira, 24 de julho de 2012(ZENIT.org)- “Hora da Vida”, nova publicação da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, que vem somar-se ao “Hora da Família”, quer ser um subsídio que contribua para o momento histórico de celebrações que a Igreja Católica vive em todo mundo.

O jubileu de ouro do começo do Concílio Vaticano II e os vinte anos da primeira edição do Catecismo da Igreja Católica foram marcados, por decisão do Santo Padre Bento XVI, pelo Ano da Fé (11.X.2012 a 24.XI.2013).

A profunda crise de fé que abala grandes setores da sociedade traz consigo um grande desafio para a família cristã, verdadeiro e único berço da vida. O homem e a mulher casados são cada vez mais chamados nos seus lares e no mundo no qual vivem a trabalhar com responsabilidade e com forte sentido de compromisso, em favor da promoção e da defesa da vida humana em todas as suas etapas de formação, de crescimento e desenvolvimento, de enfermidade e de morte.

O papel da Igreja Católica sempre foi e sempre será de custódia e de transmissora da Revelação Divina, e ao lado da família e alicerçada sobre a sua pedra fundamental, que é o Papa, continua cumprindo, com fidelidade e com coragem, o mandato imperativo do seu Fundador, Jesus Cristo. “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19)

Nessa hora da vida ameaçada por hábitos e comportamentos de risco, tais como as drogas, pelas ideologias partidárias e institucionais que promovem o aborto e a eutanásia, pela desconstrução da qualidade de vida etc., desde a Igreja Católica e desde a família devem surgir discípulos-missionários, que irão atuar em associações familiares, em Conselhos de Saúde, em trabalhos de voluntariado, em programas de formação da sexualidade digna e da paternidade e maternidade responsáveis, em grupos de cuidados paliativos etc…

Chegou o “Hora da Vida” e este subsídio ajudará o trabalho em favor da vida humana. Desejo que ele chegue às mãos dos esposos e dos pais, dos jovens e dos adultos, para que todos unidos vivam com fé e esperança a Semana Nacional da Vida no próximo mês de outubro de 2012.

Brasília, 24 de julho de 2012

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e membro da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família – CNBB


Deus chora na Terra


Síria: cristãos temem agressão
Bispo de Aleppo: “Corremos o risco de um massacre como o de Homs”

John Pontifex

ROMA, terça-feira, 24 de julho de 2012 (ZENIT.org) – Os cristãos das cidades sírias de Damasco e Aleppo estão apavorados com o risco de ser obrigados a fugir, de acordo com declarações do bispo caldeu de Aleppo, dom Antoine Audo, SJ.

O prelado informa que a Igreja local teme uma repetição da catástrofe de Homs, quando o bairro cristão daquela cidade foi bombardeado, na primavera passada, forçando o êxodo em massa de quase todos os mais de 120 mil fiéis cristãos.

O bispo afirma que a escalada do conflito em Aleppo e Damasco vem levando as pessoas a se voltarem a ele, desesperadas, após o abandono das próprias casas e propriedades e a fuga para cidades e aldeias mais seguras.

Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), Audo sublinha: “O nosso medo é que, nesta situação de anarquia, as áreas cristãs sejam invadidas por gente armada, como aconteceuem Homs. Istoseria desastroso”.

O bispo declarou que, na missa de domingo passado, em Aleppo, a igreja estava bastante vazia por causa do medo dos fiéis. De acordo com Audo, “as razões para a ameaça contra os cristãos são muito complicadas”. E acrescentou: “Eu não sei dizer as razões claras dessa hostilidade dos rebeldes contra os cristãos. O que podemos dizer é que seria péssimo se eles entrassem no lado cristão. O medo dos cristãos é visível: nós somos uma minoria e estamos sempre ameaçados”.

“Como é que vamos proteger o nosso povo? Nós não temos condições. E não são só os cristãos que estão envolvidos nesta situação. Os muçulmanos também estão, acusados ​​de simpatizar com o governo”.

O bispo agradeceu a todos, incluindo os benfeitores da AIS, que forneceram alimento, assistência médica e abrigo para mais de mil famílias que fugiram de Homs para pequenas cidades e aldeias próximas.

“É muito difícil, especialmente para quem é originário de Homs. Eles deixaram tudo para trás. Eles perderam tudo e é por isso que eles valorizam tanto o compromisso da Ajuda à Igreja que Sofre”.

Mesmo agradecendo pelo apoio já recebido, dom Audo apela por mais ajuda: “Temos que ajudar ainda mais pessoas, especialmente em dois aspectos: comida e assistência à saúde. Nós temos até pessoas que nos procuram apenas para pedir roupas”.

O bispo disse ter sido pressionado para se posicionar ou a favor do regime ou a favor dos rebeldes: “Quando me perguntaram de que lado eu estava, eu sempre disse que estou do lado do país. Eu estou fazendo tudo o que posso para salvar a Síria, o nosso amado país”.

“O que nós precisamos é das orações de todos, para todos nós. É um momento de grande perigo e as pessoas estão com muito medo”, enfatiza o bispo.


Mundo


Roma e Moscou: mais próximas do que nunca
Primeiro-ministro italiano e patriarca Kyrill reafirmam compromisso em defesa da civilização cristã e dos valores morais comuns

MOSCOU, terça-feira, 24 de julho de 2012 (ZENIT.org) – As Igrejas católica romana e ortodoxa russa têm significativos valores em comum e a melhoria das suas relações é digna de nota, afirmou o patriarca de Moscou, Kyrill, em reunião no mosteiro de São Daniel com o premiê italiano Mario Monti, que faz visita oficial à capital da Rússia.

Na base das relações historicamente boas entre a Itália e a Rússia, está primeiramente “o nosso sistema comum de valores cristãos, que formou os alicerces do sistema legal e da cultura dos nossos países”, disse o patriarca russo.

“Eu acredito que essas fontes da nossa cultura, filosofia e pensamento social moldam em grande parte a imagem dos russos e dos italianos”, acrescentou Kyrill.

O maior expoente da igreja ortodoxa russa comentou ainda o crescimento constante do número de peregrinos russos que visitam a cada ano os lugares de culto italianos. “Ao visitar os santuários e lugares sagrados da Itália”, disse Kirill, “os ortodoxos russos conhecem a espiritualidade do povo italiano, a sua cultura religiosa, e percebem melhor uma grande afinidade espiritual. Eu acho que, depois da Terra Santa, a Itália é a meta mais visitada pelos peregrinos da Rússia”.

Sobre a crise econômica internacional, o patriarca manifestou a convicção de que, “junto com as causas claramente técnicas da crise, há também causas morais fundamentais, e esta dimensão moral e espiritual da crise de hoje é a que mais nos preocupa”.

Outra questão abordada no encontro é a grande presença de fiéis ortodoxos na Itália, onde existem 55 paróquias do patriarcado de Moscou. A esperança do patriarca Kyrill é que essas comunidades recebam o melhor cuidado pastoral possível, bem como um lugar de direito entre as outras organizações religiosas presentes no país.

O patriarca de Moscou observou ainda a melhoria das relações ecumênicas com a Igreja de Roma. “Em muitas questões, as nossas posições coincidem, principalmente nas questões pastorais, que afetam a vida do homem moderno”.

Kyrill recordou o seu apoio à Itália na questão legal da manutenção de crucifixos nas salas de aula e em outros locais públicos: “Estamos muito satisfeitos porque o Tribunal Europeu, em Estrasburgo, derrubou a sentença de primeira instância que ofendia os sentimentos religiosos de um grande número de pessoas”.

O diálogo entre as Igrejas católica e ortodoxa, de acordo com o patriarca de Moscou, é importante para confirmar o propósito de ambas de trabalhar em conjunto na defesa dos princípios morais, sem os quais a civilização humana é frágil e vulnerável.


Centro espanhol de Humanização da Saúde oferece cursos à distância
Formação é aberta ao mundo inteiro

MADRI, terça-feira, 24 de julho de 2012 (ZENIT.org) – O Centro de Humanização da Saúde, da Espanha, apresenta uma oferta renovada de formação à distância para o curso 2012-2013. O programa segue o calendário acadêmico do hemisfério norte.

O número de cursos à distância cresceu notavelmente, com 21 ações formativas disponíveis para alunos do mundo inteiro. A proposta de formação é voltada prioritariamente a profissionais de serviços sociais e de saúde (auxiliares de enfermagem, técnicos de atenção social-sanitária, trabalhadores sociais, psicólogos, médicos, entre outros), que desejam melhorar os seus conhecimentos e habilidades a fim de dar uma dimensão de humanização à sua atividade.

Os conteúdos ajudam os alunos a se iniciarem ou aprofundarem conhecimentos em matérias como gerontologia, aconselhamento, humanização, atendimento a pessoas em cuidados paliativos, dependência, mal de Alzheimer, bioética e situações de luto. Entre as novidades do curso 2012-2013, têm especial destaque os cursos sobre empatia terapêutica, resiliência, trabalho emocional em cuidados paliativos, espiritualidade em situações de crise, convivência com doentes de Alzheimer e gestão centralizada na pessoa.

Os cursos têm como material de apoio publicações do próprio centro para uso docente, que o aluno recebe pelo correio juntamente com um guia de estudos, destinado a ajuda no acompanhamento do curso, na assimilação dos conteúdos e na avaliação dos conhecimentos adquiridos. Todas as publicações contêm exercícios práticos que o aluno deverá fazer e entregar nos prazos determinados. Todos os cursos à distância oferecem tutorias telefônicas e por e-mail.

Mais informações (em espanhol): http://humanizar.es/formacion/cursos-a-distancia.html


Cardeal Filoni ordena quatro bispos na República Centro-Africana
Deus os envia para ensinar a sua Palavra, que é Luz e Verdade

ROMA, terça-feira, 24 de julho de 2012 (ZENIT.org) – O cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, levou “uma mensagem de esperança e de apoio” à Igreja da República Centro-Africana ao consagrar quatro novos bispos neste domingo, na capital do país, Bangui.

“A Igreja da África Central brilhará com a luz de Cristo! Eu convido vocês a assumirem um renovado compromisso com a missão: chegou a hora de um novo começo! Tem que começar uma nova era!”, disse o cardeal, diante das mais de 1.500 pessoas reunidas na praça da catedral de Bangui para a ordenação episcopal de Dieudonné Nzapalainga, arcebispo de Bangui, Néstor-Désiré Noir Aziabgia, bispo de Bossangoa, Dennis Abgenyadzi, bispo de Berberati, e Cyr-Néstor Yapaupa, bispo coadjutor de Alindao. As informações são da agência Fides.

Com o cardeal Filoni, concelebraram a santa missa, que durou cinco horas, todos os bispos da República Centro-Africana e outros bispos convidados vindos da França, de Camarões, do Chade e de Gana, além do presidente da ACERAC (Associação das Conferências Episcopais da África Central). Assistiram à cerimônia as maiores autoridades civis do país, incluindo o presidente da República, François Bozizé, o presidente da Assembleia Nacional, Célestin Leroy Gaombalet, o primeiro-ministro Faustin Archange Touadera e o prefeito de Bangui, Nazaire Guenefe-Yalanga.

“O santo padre Bento XVI deu a vocês, no dia 14 de maio, festa do apóstolo São Matias, quatro novos pastores”, disse o cardeal na homilia. “Deus os deu a vocês para apascentá-los, para governá-los, ou seja, para satisfazer a sede e a fome das suas almas, conduzindo-as até as águas serenas. Deus os enviou para ensinar a sua Palavra, que é a Luz e a Verdade que ilumina as pessoas no caminho da vida. Deus os dá a vocês para vocês chegarem à santidade através dos sacramentos, que são a presença de Deus, através do seu Espírito no meio de nós”.

Comentando as leituras bíblicas do dia, o cardeal destacou que “Deus cumpre a sua promessa de ser o pastor do seu povo abandonado, entregando-nos a Jesus de Nazaré, o Bom Pastor. O evangelho descreve uma das características importantes da figura do pastor: a piedade”.

O cardeal desenvolveu longamente a reflexão sobre a piedade, enfatizando que “ser cristão é transformar-se, conforme o exemplo de Jesus, num ícone da ternura, da misericórdia e da compaixão de Deus”. Se isto se aplica a todos os cristãos, vale mais ainda para os eleitos por Deus para ser bispos. Depois de recordar o significado dos ritos litúrgicos da consagração episcopal, o cardeal Filoni afirmou: “Jesus não reduz o mandado que confia aos seus apóstolos a uma só dimensão, mas os torna evangelizadores em 360 graus. Portanto, é óbvio que nós, os pastores, temos que ser conscientes de que não somos enviados apenas para proclamar a verdade, mas também para realizar atos de compaixão, de misericórdia e de amor”.

O prefeito da congregação missionária encerrou a homilia com uma exortação aos novos bispos: “A missão de vocês é iluminar a escuridão do nosso mundo com a luz da Palavra de Deus, com o testemunho da sua vida. Em nome do Senhor, eu lhes rogo: renovem-se na sua vida de fé. Que o Ano da Fé seja para vocês uma oportunidade de fortalecer e de aprofundar a fé, pessoal e comunitariamente. Que ele ajude vocês a fortalecer o testemunho da sua caridade e do seu compromisso com a sociedade”.


México:catedral de Tijuana declarada monumento histórico
Antigo relógio também é reinaugurado

TIJUANA, terça-feira, 24 de julho de 2012 (ZENIT.org) – O arcebispo de Tijuana, dom Rafael Romo Muñoz, e o padre José Pedro López, pároco da catedral de Nossa Senhora de Guadalupe e coordenador do Patrimônio Diocesano da Arquidiocese de Tijuana, apresentaram a placa comemorativa que declara a catedral como Monumento Imóvel Histórico. A celebração fez parte do 123º aniversário da cidade fronteiriça entre o México e os Estados Unidos, neste domingo, 22.

“Tivemos um momento muito singular na catedral, depois de um árduo trabalho de conscientização e de motivação. Conseguimos que a nossa catedral fosse indicada nacionalmente como um monumento histórico. É o primeiro monumento histórico formalmente declaradoem nosso Estado[da Baixa Califórnia]”, disse o arcebispo.

Participaram do evento o secretário do governo estadual, Francisco García Burgos, em representação do governador da Baixa Califórnia, além de outras personalidades da política e da cultura, sacerdotes e convidados especiais.

A catedral teve ainda o seu relógio monumental restaurado e remodelado para anunciar as horas com melodias religiosas e guadalupanas. Durante a reinauguração, os participantes ouviram o Hino Guadalupano. Os sinos também foram substituídos.

O templo começou a ser construído nos anos quarenta, a cargo dos Missionários do Espírito Santo. Há cerca de sete anos, começaram os trâmites para a inclusão da catedral no programa de monumentos históricos, fato que tem especial importância para os milhões de moradores católicos da segunda maior cidade do México.


Os Palotinos analisam os desafios da nova evangelização
Semana de estudo aborda a questão em setembro

ROMA, terça–feira, 24 de julho de 2012 (ZENIT.org) – No mês de setembro, a Sociedade do Apostolado Católico – mais conhecida como Palotinos – organizará uma semana de reflexão para aprofundar os vários desafios enfrentados pela congregação religiosa, prestes a celebrar em 20 de janeiro de 2013, o quinquagésimo aniversário da canonização de seu fundador.

Com o título Reavivar a fé e reacender a caridade: Apóstolos de Jesus num mundo em mudança. A resposta dos Palotinos aos desafios da Nova Evangelização, os filhos de São Vicente Pallotti (1795-1850) irão aprofundar o tema com reflexões importantes, oferecidas por prelados ilustres.

Entre os palestrantes estão os cardeais Kurt Koch e Walter Kasper, respectivamente presidente e presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, além do Superior Geral, Padre Jacob Nampudakam, e outros membros da congregação.

Embora as conferências não sejam abertas ao público, os organizadores convidam para as celebrações eucarísticas, que serão realizadas durante o evento, cujo horário será anunciado oportunamente.


Espiritualidade


Um menino, cinco pães e dois peixes
Reflexões espirituais de Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará

Dom Alberto Taveira Corrêa

A Igreja reza pedindo que Deus redobre – “multiplique” – seu amor para conosco, para que, conduzidos por Ele, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. A administração dos bens sempre foi um desafio para a humanidade, tanto que os sistemas econômicos, a partir de visões diferentes, se alternam ou se complementam, numa busca incansável das respostas adequadas às necessidades humanas. No Evangelho, Jesus se ocupa, em seus ensinamentos, parábolas ou milagres, do tema dos bens a serem cuidados pela humanidade.

O fato da multiplicação de pães e peixes, milagre realizado por Jesus e narrado pelos quatro evangelistas, é carregado de ensinamentos, fonte inesgotável para a vida cristã em todos os tempos. São João no-lo descreve com grande riqueza de detalhes (Jo 6,1-15), reportando no mesmo capítulo em que o descreve como um dos “sinais”, o discurso a respeito do Pão da Vida, no qual o Senhor confronta seus próprios discípulos com a escolha decisiva que também orientará a vida de todos os homens e mulheres que viessem a acolher a Boa Notícia do Evangelho, no correr dos séculos. De forma muito clara, abre ainda as mentes e os corações para o milagre cotidiano, com o qual o Senhor se faz presente na Eucaristia.

Dentre tantas riquezas da Multiplicação de Pães, podemos voltar os olhos para aquele menino que ofereceu a “contrapartida” para que o Senhor realizasse o milagre. As crianças nem eram contadas, tanto que o número de cinco mil homens pode ser multiplicado, pelas mulheres e crianças certamente presentes ao episódio da multiplicação. Jesus acolhe quem nem mesmo vale para a sociedade de seu tempo, recolhe o pouco que pode ser oferecido e
multiplica. O cristianismo aprendeu desde cedo com o seu Senhor e Mestre a verdade da partilha, ponto de partida para a intervenção da graça, que efetivamente multiplica o que se pode oferecer, do menor ao maior, para chegar a todos, que podem entrar cada dia numa igreja, ter os olhos voltados para o altar e ali aprenderem a lição perene da multiplicação.

Muitas vezes cantamos “sabes, Senhor, o que temos é tão pouco para dar, mas este pouco nós queremos com os irmãos compartilhar”. As desculpas são muitas, pois um não possui nem mesmo moedas, outro não tem ideias, aquele não tem coragem e a muitos falta a criatividade ou a iniciativa. O apelo suscitado pelo Evangelho é a uma mudança que se pode chamar “cultural”. A cultura cristã tem a marca do “dar” e do “receber”, capacidade de oferecer o que se tem de melhor, mesmo que sejam os pães e os peixes do menino, as duas moedas da viúva pobre, o óleo perfumado da mulher pecadora ou a vida daqueles doze homens chamados por Jesus para começar tudo. Lições de Economia, Administração, Matemática! Voltemos à velha “tabuada”.

Tabuada de um! Para Deus vale o que você tem. Uma é a vida a ser oferecida. A chance que lhe é oferecida é irrepetível. Você pode gastá-la para ser feliz, olhando para Deus, que só sabe amar e oferecer-se neste amor infinito. Houve um homem, bem conhecido meu, aliás, meu pai, discreto e silencioso, tímido, mas do qual soubemos, após sua morte, ter dado bolsas de estudo a muitas pessoas pobres. O que fez com a mão direita, nem a esquerda soube, mas Deus fez aparecerem os testemunhos, quando já tinha sido
chamado para junto dele.

Tabuada de dois! Olhe ao seu redor, pois é sempre possível compartilhar e ao mesmo tempo receber muito dos outros. Pertinho de você existem pessoas amigas, há ouvidos abertos para escutar e ao mesmo tempo gente que espera uma palavra que pode ser a sua. Comece no diálogo com a pessoa que se assenta ao seu lado num transporte coletivo, ou quem está
perto numa das muitas filas a serem enfrentadas. Ofereça escuta, gestos, atenção, bens materiais. Saiba receber com humildade e simplicidade. E vale a pena lembrar que bastam dois reunidos em nome de Jesus, que se amem mutuamente, para que Ele esteja presente.

Tabuada de cinco! Os dons de Deus são irrevogáveis e infinitamente desproporcionais às nossas capacidades e eventualmente pequenas ofertas. Basta verificar a quantidade de obras sociais nascidas do Evangelho no coração da Igreja, para ver o quanto os meios pobres, mas bem administrados, são orvalhados pela graça. Quantos são os filhos sem nome ou sem genitores conhecidos que foram acolhidos. E a presença no campo da educação! Escute o que têm a dizer as muitas iniciativas de caridade. Conheça o que faz a Cáritas Arquidiocesana de Belém, abra seus olhos para ver que nossa pobreza se faz riqueza, para que o que tem muito não tenha sobra e o que tem pouco não tenha falta. Onde houver um cristão de verdade, esteja presente o milagre da multiplicação! Um, dois, cinco, mil. Uma contabilidade nova! As contas de Deus serão sempre maiores, porque são do tamanho da eternidade.


Errata


Errata: CNBB lança subsídio “Hora da Vida”
Preparação da Semana Nacional da Vida e Dia do Nascituro

BRASÍLIA, terça-feira, 24 de julho de 2012(ZENIT.org) – O nome correto do subsídio lançado pela CNBB é “Hora da Vida” e não “Hora da família” como publicado segunda-feira (23).

Para ler a notícia com as devidas retificações acesse:

http://www.zenit.org/article-30888?l=portuguese