XXXI Assembleia Geral do CNLB

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A XXXI Assembleia Geral Ordinária do CNLB teve início no dia 07 de junho de 2012 (Festa de Corpus Christi) às 14h com o momento de oração inicial coordenado pelo Regional Leste I – Rio de Janeiro – seguindo o ofício divino das comunidades. Embalados pelo “Baião das Comunidades”, deu-se início ao momento de acolhida dos regionais, onde cada representante apresentou a bandeira de seu estado. Em seguida foi feita a composição da mesa de autoridades, composta da seguinte maneira (…)

– Dom Celso Queiroz – bispo emérito do Laicato – CNBB
– Milton Pereira da Silva Filho (Mano) – presidente do CNLB – Leste I
– Laudelino Azevedo dos Santos – Presidente do CNLB
– Marilza Lopes Schuina – Vice-presidente do CNLB

Na ocasião, Laudelino saudou a todos os participantes, enfatizando a importância dos leigos e leigas na vivência do Concílio Vaticano II e na construção do Reino de Deus. Durante a sua explanação, citou Santo Agostinho que certa vez numa assembleia afirmou: “Aterroriza-me o que sou para vocês, consola-me o que sou com vocês. Ser bispo para mim é um dever, ser cristão é motivo de salvação”.

Marilza Lopes, por sua vez, pontuou que a “sacramentalização alegórica da Eucaristia” apresentada pela Igreja representa poder e luxo” e contribui para o distanciamento da fé cristã da luta e da caminhada dos pobres.

Dom Celso Queiroz salientou que Jesus Cristo foi também “leigo” e que o processo de evangelização, hoje mais do que nunca, é fruto da ação e da organização dos leigos e leigas, profetas e profetizas do Reino.

Mano, presidente do Regional Leste I, fez a sua saudação de acolhida afirmando que o Rio de Janeiro durante os dias de assembleia, é território nacional de congraçamento das forças vivas da Igreja.

Após a leitura e aprovação do regimento interno da assembleia, houve o intervalo do lanche.

A assessora Eva Aparecida Rezende de Moraes, Rio de Janeiro, fez em seguida a explanação do tema central: “Concílio Vaticano II: sinais dos tempos e o agir cristão”

Objetivo: Buscar o que nos reencanta como leigos e leigas a partir do Vaticano II.

Eis alguns pontos relevantes:

– O Vaticano II encerrou o longo período da Contra-Reforma e da Neo-Cristandade, caracterizado por um modelo de Igreja preocupada em salvar somente as almas e extremamente arraigada á prática sacramentalista;

– Nas primeiras décadas do século XX, a Igreja se apresentava como uma sociedade organizada fundamentada principalmente no papa, nos bispos e padres – modelo hierarquizado. O Concílio prestigiou um outro modelo eclesiológico pautado no protagonismo dos leigos e leigas;

– A famosa frase de Pio X, de 1906: “Só na hierarquia residem o direito e a autoridade necessários para promover e dirigir todos os membros para o fim da sociedade. Quanto à multidão, não possui outro direito senão o de deixar-se conduzir e, docilmente, seguir os seus pastores” – foi completamente suplantada e questionada nos documentos conciliares. O leigo deixou de ser visto não mais como mero objeto da evangelização, mas sim como sujeito e protagonista da ação evangelizadora;

– O Concílio Vaticano II é chamado com razão de “o concílio da Igreja”. De fato, esse concílio não apresentou nenhum dogma, mas centrou sua preocupação em redefinir a ação da Igreja no mundo contemporâneo. Dois documentos desse concílio se tornaram referência indispensável para a reflexão sobre a Igreja: “Lumen Gentium e Gaudium et Spes”;

– Antes do concílio, celebrava-se de costas para o povo, hoje não se celebra mais desta forma, porém, muitas vezes damos as costas para os anseios do povo quando não nos abrimos para a renovação trazida pelo Vaticano II;

O primeiro dia da assembleia se encerrou às 18:30h com um debate sobre o tema proposto e uma celebração eucarística alusiva à solenidade de Corpus Christi.

Autor: César Augusto Rocha – delegado do Regional NE I