“Missão na Ecologia”

Lideranças do Mato Grosso do Sul discutem dimensão missionária da Igreja

Lideranças da Infância e Adolescência Missionária – IAM, de Campo Grande e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, se reuniram no dia 24 de setembro, no Instituto Teológico João Paulo II, em Campo Grande, MS, para discutir o tema da Campanha Missionária 2011, “Missão na Ecologia” e, a partir disso, idealizar um projeto de formação e de maior envolvimento missionário em relação às lideranças e assessores da IAM nas comunidades.

Assessorados por padre Ubajara Paz de Figueiredo, coordenador do Conselho Missionário Regional Oeste 1 da CNBB, em MS, o grupo debateu a realidade de suas atuações e as necessidades para que a proposta missionária integre os processos de formação cristã e ressalte a espiritualidade desejada por Jesus Cristo. Nas palavras do assessor, “é preciso trabalhar a eclesialidade como ponto fundamental: ser a Igreja de Jesus Crucificado, atuando um ao lado do outro, em uma referência explícita da nossa pertença de Igreja”, afirmou padre Ubajara.

Uma das discussões foi levantada pelo assessor da IAM, Adriano da Fonseca ao manifestar sua preocupação em relação à ruptura que acontece quando o jovem completa treze anos e finaliza sua etapa na IAM, mas raramente dá continuidade à dimensão missionária seguindo para os encontros da Juventude Missionária. Os pais falam de que há uma sobrecarga muito grande para a criança nesse momento, tendo de preparar-se para os sacramentos, definir os estudos e conciliar outras ocupações envolvendo essa fase de transição.

Entre as propostas discutidas, os participantes do encontro propuseram atividades de integração catequética e a necessidade das lideranças ressaltarem, em todas as situações, a dimensão missionária. Padre Rogério Fernandes Gomes, coordenador do Conselho Missionário Diocesano de Três Lagoas, acredita que a equipe de coordenadores e assessores da IAM, juntamente com os membros da Juventude Missionária deveriam ir ao encontro dos grupos formados nas comunidades para lhes assegurar a sensibilidade missionária e apresentar a proposta inicial da missão de batizados. Ressaltou também que, diante da missão, os grupos e lideranças precisam buscar formação e dirimir dúvidas, mostrando a importância da dimensão missionária presente no Documento de Aparecida.

No final, o grupo decidiu redigir um texto sobre a realidade das comunidades debatida entre as lideranças e assessores da IAM, com especial atenção para a formação a partir do Documento de Aparecida. Padre Ubajara lembrou da necessidade de se adotar a metodologia na qual o batizado aparece como sujeito de sua história. Segundo o assessor é preciso propor o protagonismo cristão existente em cada batizado e, a partir dele, fomentar as práticas missionárias espontâneas.

A jovem Valdilena Castro ficou responsável por reunir as propostas, gerenciar as trocas de e-mails para aprimorar as ideias e formalizar o texto como projeto a ser apresentado aos bispos do Regional Oeste 1 da CNBB, ainda este ano.

* Cecília S de Paiva, jornalista, mestre em comunicação.
Fonte: Comunicação – COMIRE Oeste 1