XXIX ASSEMBLÉIA DIOCESANA

(16-18 / 11 / 2007).

ABERTURA

Dom Antonino, dando as boas vindas a todos, convidou a ampliar o horizonte eclesial, pensando aos acontecimentos mais importantes destes últimos ou próximos meses.

Em nível de Igreja no mundo,

Em 2008 teremos dois grandes eventos eclesiais: 1) O SÍNODO dos Bispos em Roma, em outubro, com o tema: “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”.

2) O ENCONTRO mundial dos JOVENS com o papa, na Austrália, em julho, com o tema: “Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas”.

Em nível de América Latina,

Tivemos a V Conferência do Episcopado latino-americano. O Documento de Aparecida está pronto, falta só à concretização da “Grande missão Continental”.

Em nível de Brasil,

Na última assembleia geral da CNBB, foi aprovado o texto definitivo “Evangelização da Juventude”. Na próxima assembleia (abril 08), serão feitas as novas Diretrizes da ação evangelizadora. A Catequese realizou, em Curitiba, o Sulão VI, com o tema “Família e Catequese”. A CF 08 será sobre a Defesa da Vida.

Fazendo uma ligação com a última assembleia diocesana (novembro 06), Dom Antonino lembrou os compromissos assumidos:

1)     Continuar o que se está fazendo. Os grupos da PJ continuem a sua caminhada, com mais ardor missionário.

2)     Envolver os Professores católicos, para marcar presença significativa nas Escolas.

3)     Sair da sacristia, organizando atividades várias, onde se envolvam todos os jovens da paróquia (gincanas, torneios, passeios, teatros, etc…).

Terminando esta introdução, Dom Antonino lembrou que, em 2008, a nossa Diocese completa 30 anos. Isso é um estímulo a continuar a caminhada que tantos irmãos, antes de nós, fizeram, com a mesma fé e com o mesmo entusiasmo.

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Pe. Severino, coordenador desta assembleia, expôs, em seguida, o Documento de Aparecida, para que, no sábado, pudéssemos trabalhar em grupos sobre ele.

Uma dupla finalidade foi apresentada para este trabalho: 1º – conhecer o conteúdo do texto; 2º – atualiza-lo na nossa realidade.

Com uma mística, preparada pela equipe da Pastoral da Pessoa Idosa, na Capela, foi encerrada a primeira noite da nossa assembleia.

Sábado 17 de novembro.

Para estudar o Documento de Aparecida, a Assembleia foi dividida em 6 grupos, cada um refletindo sobre um ou dois capítulos. Aqui apresentamos o relato sintético destes grupos; quem estiver interessado no relatório completo, pode pedi-lo na Cúria.

1º Grupo – Cap. 1 – A vida de nossos povos hoje.

Cap. 2 – Olhar dos discípulos missionários sobre a realidade.

No Documento, depois de dar graças a Deus por tantos dons recebidos na nossa Igreja latino-americana e manifestar a alegria de sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo, se olha a realidade que nos desafia: a situação sociocultural, a situação econômica, a dimensão sócio-política. Examina-se, também a situação de nossa Igreja.

Na nossa realidade diocesana, foram vistas as seguintes luzes: avanços na evangelização, formação de grande número de lideranças, ordenações, perseverança de lideranças, organização de grupos, pastorais e movimentos.

Como sombra foi lembrado: diminuição no interesse de formação; algumas lideranças não são ‘discípulos’; pastoral de conjunto é fraca; a catequese nem sempre atinge os objetivos; o crescimento da Igreja Católica não acompanha o crescimento populacional; tentativa de volta a eclesiologia contrária à do Vaticano II.

Grupos não atendidos, de maneira adequada, são: doentes, encarcerados, afastados.

Sugestões: retomar a PF, os grupos de reflexão, as escolas bíblicas.

Formação de Diáconos Permanentes.

2º Grupo –  Cap.3 – A alegria dos Discípulos.

Cap.4 – A vocação dos Discípulos à santidade.

No Documento, a alegria de sermos discípulos é apresentada como consequência do anúncio da Boa Nova sobre a vida, sobre a família, sobre a atividade humana, sobre a dignidade humana. Seguindo Jesus-Mestre, devemos nos parecer com Ele, sermos santos. Só assim podemos anunciar o Evangelho do Reino da vida.

O grupo apontou as seguintes considerações:

Vivemos num mundo de incerteza e de relativismo, perda de sentido. Jesus tem uma proposta, de valorização da vida e da pessoa humana. Deus nos chama sermos seus filhos.

Sugestões de possíveis atividades pastorais: formação – intensificar as campanhas (por ex. ecológica) – pastoral de conjunto – Emaús seja valorizado mais.

3º grupo – Cap. 5 – A comunhão dos discípulos missionários na Igreja.

O Documento lembra que somos chamados a viver em comunhão. Lugares eclesiais dela são: diocese, paróquia, pequenas comunidades. Depois convida todos a assumir sua responsabilidade: bispos, sacerdotes, diáconos, fiéis leigos, consagrados.

Refletindo sobre a realidade diocesana, não se percebe muito a comunhão, em todos os níveis. Portanto foram dadas as seguintes sugestões: – criar ou fortalecer a figura do coordenador diocesano de pastoral – elaborar o Plano diocesano de forma objetiva com a comunidade – o Emaús seja o local de fomentação do plano – a formação seja descentralizada.

Uma observação interessante do grupo foi: “o que foi sugerido não é que vai criar a comunhão diocesana. A comunhão nasce da adesão de abraçar os compromissos assumidos em comum”.

4º Grupo – Cap. 6 –O caminho de formação dos discípulos missionários.

O Documento fala da espiritualidade trinitária de encontro com Jesus Cristo, do processo de formação, dos lugares de formação.

Sobre formação, o grupo repetiu várias observações, já feitas por outros grupos, como a necessidade de valorizar mais o Emaús, de ter critérios para a formação, duma coordenação de pastoral.

5º Grupo – Cap. 7 –A missão a serviço da vida.

Cap. 8 – A promoção da dignidade humana.

Os dois capítulos, praticamente, tratam das Pastorais Sociais.

O ponto de partida é sempre Jesus Cristo, que veio nos trazer vida nova e plena para todos e quer que todos a tenham em abundância.

O grupo fez as seguintes observações: estamos longe da pobreza como Igreja – é necessário denunciar as estruturas desonestas e desiguais – precisa promover estruturas que deem possibilidades às pessoas de serem respeitadas – é necessário sair da sacristia – devemos formar leigos para a vida pública – o Emaús deveria servir para formação neste setor – categorias que merecem atenção na nossa realidade (migrantes, carvoeiros, pescadores, doentes, usuários de drogas, detentos, acampados, trânsito BR 163).

6º Grupo – Cap. 9 – A Família.

Cap. 10 – A Cultura.

A família é um dos tesouros mais preciosos dos povos da América latina.

O grupo sugeriu várias ações da Pastoral Familiar: pastoral orgânica – projetos para evangelizar a família – preparação ao matrimonio – centros de escuta – Tribunais eclesiásticos – atenção à: órfãos, mães solteiras, viúvas.

No campo da cultura, se ressaltou que somos muito falhos nos Meios de Comunicação Social. Na política, a “nossa diocese tem uma marca plausível, porque se faz presente e está inserida nas questões comuns”.

Na noite do sábado, depois da apresentação cultural da “Dança de rua” de um grupo da Perpétuo Socorro e das mágicas do Pe. Waldemar teve trabalho em grupos: Padres – CRB – Leigos.

No domingo foram apresentadas as conclusões do grupo de Leigos.

Eles refletiram sobre 3 perguntas:

1)     Como é que podemos contribuir para realizar o que está no Documento de Aparecida?

R.: é necessário ir ao encontro do outro para mostrar Jesus Cristo – buscar ser discípulo e missionário – ter um compromisso fraterno com os irmãos – sermos acolhedores – restaurar a mística como cristão.

2) Quais as coisas mais urgentes a serem pensadas e realizadas?

R.: divulgar o Documento de Aparecida – conscientizar na missão de cristão – priorizar o trabalho com a família – relembrar erros e acertos – melhorar a catequese – ter sempre em mãos o Plano Diocesano de Pastoral – ter um coordenador de pastoral liberado – implantar a Pastoral Social – sair do individualismo e ser uma pastoral aberta – intercambio entre paróquias.

3) Quais as queixas na nossa atuação pastoral?

Falta formação (tem liderança que não é discípulo) – falta de apoio de alguns padres às pastorais – falta união entre as lideranças – homilias sejam mais evangélicas – os leigos têm receio no diálogo com os Padres.

Domingo 18.

Depois da exposição dos Leigos, Dom Antonino tomou a palavra, fazendo três colocações sobre : Encontros no Emaús – Pastorais e Movimentos – RCC.

O texto destas colocações está, na íntegra, na pág. 2 deste boletim.

Em seguida, foram dadas duas perguntas, para serem respondidas por paróquia:

1ª – O que foi realizado das prioridades diocesanas na nossa paróquia?

2ª – O que queremos reforçar em 2008, em vista do novo Plano?

Aqui daremos as respostas só da 2ª pergunta:

São Gabriel: Catequese – Escolas – CPP.

São José:      Pastoral de conjunto – Formação de Ministros – Escolas.

Pedro Gomes: PVA – Jovens.

Perpétuo Socorro: Grupos – PVA – Escolas.

São Francisco: PVA – Escolas – Curso bíblico.

Sonora: Jovens – Canto – Liturgia – CA

Alcinópolis: Crisma e Jovens – PVA.

Paraíso: formação – CPP

Costa Rica: CA – Caridade – Grupos – PVA.

Rio Negro: Jovens – CPP – Escolas.

Rio Verde: Grupos de Famílias – Visitação.

Figueirão: PF – Past. Criança.

Camapuã: PF – PVA – CA – Jovens.

Colocações finais de Dom Antonino.

+ Em 2008, a nossa Diocese completa 30 anos e o Seminário 25.

Na Missa dos Santos Óleos (19 de março), na Catedral faremos uma Celebração especial e, no dia 13 de abril, será organizada a festa do Seminário.

+ O próximo Plano de Pastoral seja preparado por um grupo, depois da saída das Novas Diretrizes da CNBB. Na assembleia 08, será discutido e aprovado.

+ Para a coordenação diocesana de pastoral e o coordenador, esperam-se sugestões de nomes.

+ O Diaconado Permanente está aprovado na nossa Diocese, mas tem que fazer um discernimento nas paróquias e no Conselho de Presbíteros, antes de ter aprovação do Bispo. O Sr. Lázaro já foi aprovado, está terminando o 3º ano do CART, portanto em 2008 serão marcadas as datas da Admissão às Ordens e dos Ministérios.

+ O ECC, dom de Deus para a nossa Diocese, se comprometa em implantar a Pastoral Familiar em todas as Paróquias.

Na Missa de encerramento, Dom Antonino, partindo da Liturgia do dia, convidou todos a “levantar as cabeças” e ficar firmes no compromisso de seguir e anunciar Jesus Cristo
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