XI Plano Diocesano de Pastoral

2004 – 2006

Diocese de Coxim

Apresentação

Queridos irmãos e irmãs, com imensa alegria apresente o novo Plano Diocesano de Pastoral que, em sintonia com a Igreja no Brasil, vai nortear todos os nossos trabalhos nos próximos anos. É o fruto de nossa XXV Assembléia Diocesana de Pastoral, preparada pela reflexão nos CPPs.

Gostaria simplesmente de ressaltar alguns pontos:

1) Este plano está em continuidade com os outros dez. De fato, em todos eles, o objetivo geral foi sempre a Evangelização. É claro que esta é a ação permanente da Igreja: o que Jesus fazia na Palestina há 2000 anos é o que nós devemos fazer nessas terras sul-mato-grossense agora, no 3º milênio. O anúncio do Reino, revelado com palavras, mas especialmente com fatos (serviço, testemunho, diálogo), deve ser a nossa grande tarefa.

2) Muitas prioridades foram sendo repetidas nos planos anteriores. O que significa isso? Várias reflexões:

– o ritmo do nosso povo (como, aliás, do povo hebreu) é muito lento;

– ninguém de nós é salvador da pátria;

– talvez, assumindo com mais entusiasmo, alguma coisa, hoje, poderia ser     melhor.

E agora, como será assumindo este novo plano?

3) O momento histórico atual, no qual se insere o nosso plano. Celebramos o Jubileu; a Prelazia se tornou Diocese; estamos tentando construir a nossa identidade diocesana. Em 2004 iniciarão as Ordenações (depois de nove anos vazios). Apesar do aperto anual, com várias paróquias sem padres, o nosso futuro é promissor, portanto devemos estar abertos à esperança. O sonho missionário não apagou, pelo contrário, está vivo e presente. De tudo isso nasce um novo compromisso.

4) Como acolher o novo plano? Com fé e com garra missionária! Deus, através deste plano, quer dirigir a nossa caminhada. Não acolher o plano é dizer não a Deus. O plano, ainda, é o meio da nossa santidade (o testemunho que neste milênio a Igreja deve dar ao mundo). Não acolher o plano significa não querer ser santos. O plano é o meio para ir ao encontro de tantos irmãos e irmãs que esperam uma mão amiga para se encontrar com Deus e consigo mesmos. Por isso, queremos entrar na mística do Projeto Nacional “Queremos Ver Jesus”, que é um projeto eminentemente missionário.

Então, queridos irmãos no sacerdócio, queridas irmãs religiosas, queridas lideranças das nossas comunidades, queridos fiéis, entremos de cheio, de corpo e alma neste plano! Não é o plano do bispo ou de um grupo. É o plano de todos, é o nosso plano, é o meu plano!

Mãos à obra e boa caminhada, com a bênção de Deus e a proteção da Virgem Maria e de São José, nosso padroeiro!

Coxim-MS., 02 de Fevereiro de 2004. Festa da Apresentação do Senhor

† – Dom Antonino Migliore – Bispo Diocesano

Memória dos Planos Diocesanos de Pastoral

Objetivos                                            Prioridades

1º) – 1978-79 – Evangelização

2º) – 1980-81 – Evangelização               Agentes de Pastoral, Catequese, Família,                                                          CEBs, Jovens, Vocações.

3º) – 1982-83 – Evangelização               Família, Catequese, Lideranças,                                                                       Planejamento, Juventude.

4º) – 1984-85 – Evangelização               CEBs, Família, Juventude

5º) – 1986-87 – Evangelização               CEBs, Família, Juventude

6º) – 1988-89 – Nova Evangelização                 Catequese, Organização Pastoral

7º) – 1991-93 – Evangelização e Promoção humana

8º) – 1994-96 – Evangelizar                   Paróquia, Comunhão de Comunidades

9º) –                      Projeto Rumo ao Novo Milênio

10º) – 2001            Ser Igreja no Novo Milênio

OBJETIVO GERAL

Da ação Evangelizadora da Igreja de Coxim (2004-2006)

Na Assembléia dos dias 14 a 16 de novembro de 2003, foi assumido o mesmo objetivo da CNBB:

EVANGELIZAR proclamando a Boa Nova de Jesus Cristo, caminho para a santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o Povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária.

I – DESAFIOS DA IGREJA DE COXIM NA EVANGELIZAÇÃO NESTE NOVO MILÊNIO

1. Aspectos da Realidade

A Diocese de Coxim, abrangendo os municípios com seus dados populacionais e área de unidade territorial, conforme dados estatísticos do Censo/2000, temos:

* Coxim 6.410 Km² – Pessoas residentes 30.866

* Alcinópolis 4.400 Km² – Pessoas residentes 3.679

* Sonora 4.076 Km² – Pessoas residentes 9.543

* Pedro Gomes 3.651 Km² – Pessoas residentes 8.535

* Rio Verde de MT 8.152 Km² – Pessoas residentes 18.138

* São Gabriel do Oeste 3.854 Km² – Pessoas residentes 16.821

* Camapuã 10.758 Km² – Pessoas residentes 16.446

* Costa Rica 5.723 Km² – Pessoas residentes 15.488

* Distritos de Figueirão e Paraíso das Águas, agora municípios.

* Rio Negro 1.818 Km² – Pessoas residentes 5.432

Todos numa vasta extensão territorial e de alguns lugares com difícil acesso. Em Coxim predominam um número maior de população devido ao fluxo de imigração que, conforme dados obtidos, vem decaindo nos últimos anos, constituindo desta forma, uma sociedade complexa diante de alguns aspectos decorrentes do mundo “globalizado”, tais como:

·         Concentração de renda nas mãos de poucos;

·         Predominância de uma política “Clientelista”;

·         Alta competitividade na economia de mercado;

·         Poucos recursos tecnológicos;

·         Desemprego e aumento de subemprego, causando uma incerteza no futuro, gerada por falta de perspectiva no presente;

·         Descompromisso público e político em projetos que atendam às necessidades básicas da população no que se refere à saúde, educação, segurança pública, lazer e mercado de trabalho.

Nos últimos dez anos, o crescimento econômico e social destes municípios citados foi muito lento. Alguns até evoluíram no aspecto da saúde, educação e lazer estimulando uma melhor qualidade de vida; outros estacionaram. Mas o grande desafio social é avançar no mercado de trabalho. Com o desenvolvimento da agropecuária, em alguns municípios, sustentado por pequenos avanços tecnológicos, uma expectativa de industrialização continuou havendo nos anseios populares, bem como de uma política específica que amplie este mercado de trabalho.

Com esta “complexidade” social, destacamos aqui os principais problemas no âmbito pessoal, comunitário e da sociedade:

1.1 – Âmbito pessoal

* Individualismo crescente apesar dos esforços pessoais na organização de movimentos sociais que se articulam em favor de causas mais amplas que a classe ou o interesse local;

* Alienação devido a pouca participação na vida econômica, política e social;

* Busca da religião dentro de um contexto pluralista;

* Busca de uma “divindade” que resolve tudo, o imediatismo;

* Busca da religião como utilidade individual;

* Pouca fidelidade ao Projeto de Jesus Cristo.

1.2 – Âmbito da comunidade

* Falta de padres, o que dificulta a organização dos serviços e ministérios;

* Pouca colaboração dos movimentos existentes quanto a implantação de pastorais e outras organizações comunitárias;

* Poucos cristãos, leigos e leigas engajados, mas com vários serviços e, portanto, sobrecarregados;

* Falta de políticas públicas que atendam às necessidades da família, em especial dos jovens e idosos.

1.3 – Âmbito da sociedade

* Pouca participação dos fiéis católicos nas entidades e organizações de apoio à promoção humana;

* Entidades e organizações sociais de apoio à promoção humana que não se comprometem com a valorização da cidadania, às vezes, por falta de uma política pública específica para este atendimento;

* Poucas organizações governamentais e inexistência de ONGs que promovam a dignidade humana;

* Pouca participação e fidelidade aos projetos sociais da Igreja Católica, bem como nas organizações pastorais.

2. Quanto aos aspectos da religião:

Com o passar dos anos, constatou-se uma diminuição dos cristãos católicos e um aumento dos cristãos evangélicos, bem como um número crescente dos que se declararam “sem religião”, mas continuam acreditando em Deus ou mesmo buscando outras formas de expressar a fé. Vale ressaltar também o aumento dos espíritas e daqueles que freqüentam seitas de doutrinas filosóficas.

3. quanto aos aspectos da realidade da família:

Temos visto, nestes últimos anos, uma crescente desestruturação familiar relacionados com os seguintes fatores:

·         Diminuição da natalidade;

·         Aumento de uniões consensuais, sem legalização;

·         Influência da TV na construção da identidade familiar;

·         Número crescente de mães adolescentes solteiras. Em decorrência disso, ressaltamos o aumento da prostituição, de doenças sexualmente transmissíveis (como HIV), de drogas e outros vícios, marginalização, pobreza e latrocínios. Em contrapartida, temos um aumento da escolaridade e uma participação maior da família na comunidade, um exemplo disso está na comunidade eclesial, pela qual, aos poucos, estamos vendo a chegada das famílias à Igreja Católica.

4. Quanto aos aspectos da caminhada da Igreja Católica ressaltamos:

* Observamos também nestes últimos anos uma certa organização na estrutura da Igreja, apesar dos problemas existentes;

* Apesar de ter poucos serviços de pastorais e movimentos, por falta de engajamento dos leigos, os que continuam perseveram e se mantêm fiéis;

* Nos últimos anos, apesar dos inúmeros problemas na questão dos recursos financeiros e humanos, verificou-se um aumento das pequenas comunidades e serviços ministeriais em alguns municípios;

* Nos últimos anos, observamos uma tendência de valorização na vocação laical bem como no processo de formação e integração nos serviços e ministérios da comunidade eclesial.

A nossa realidade, diante de seus aspectos positivos e negativos, é o rio em que a Igreja Católica de Coxim quer jogar a REDE, avançando sempre para águas mais profundas, fazendo chegar até a profundidade do Evangelho. Somos um grande rio, cheio de peixes, temos as mais variadas espécies e contamos com a força do Espírito Santo que age permanentemente. É preciso, porém, contribuir com nosso trabalho, encontrar os meios mais adequados, adaptados a cada situação, na diversidade do tempo e do espaço. É isso que este Plano de Pastoral pretende ser: um instrumento que nos ajude a viver a fé no momento histórico e no lugar onde nos situamos.

II PRIORIDADE QUANTO A PESSOA

1. FORMAÇÃO

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

“Aos fiéis leigos (as), sejam oferecidas oportunidade de formação bíblica teológica e de uma ‘formação integral’ hoje indispensável para uma atuação cristã mais consciente na sociedade”. (Doc CNBB 71 nº 24).

“O Espírito acompanha e assiste os evangelizadores. Isso não dispensa que se preparem para a sua missão, nem dispensa as comunidades eclesiais de oferecer-lhes oportunidade de formação (…) Mas nada substitui a experiência do Deus vivo, no encontro com Cristo, alimentando-se constantemente pela escuta da palavra de Deus tanto no livro da Escritura quanto no livro da vida; pela participação na eucaristia e demais celebrações; pela oração aberta e generosa a Deus e à sua presença na realidade humana”. (Doc CNBB 71 nº 100).

Pistas de Ação:

a) Investir e estimular a formação continuada dos cristãos leigos e leigas dentro dos movimentos e pastorais, sobretudo na preparação dos coordenadores e lideranças;

b) Favorecer a formação permanente para Catequistas (especialmente os novos), nas Paróquias, dada sua importância na vida da comunidade;

c) Preparação de padres, irmãs e secretário/as para o serviço de acolhida, orientação e aconselhamento às pessoas que procuram ajuda;

2. IMPLANTAR PASTORAL DA ACOLHIDA E VISITAÇÃO

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

“… o Cristão que tomou consciência de sua missão de evangelizador deverá não apenas acolher bem quem se aproxima, mas ir ao encontro dos outros e retomar a prática evangélica das visitas às casas. A ‘visitação’ tem um profundo sentido teológico: a pessoa enviada por Deus representa o próprio Deus que visita seu povo”. (Doc 71 nº 99).

Pistas de Ação

a) Estimular o serviço da pastoral da acolhida e visita às famílias e aos enfermos;

b) Acolher bem as pessoas que vêm para os encontros e celebrações;

c) Acolhida, aconselhamento e orientação à pessoa, em especial à que procura ajuda.

III. PRIORIDADES QUANTO A COMUNIDADE

1. FAZER CRESCER A MÍSTICA DE UMA ESPIRITUALIDADE DE COMUNHÃO ENTRE TODOS

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

“A vivência da tríplice dimensão: escuta da palavra, comunhão fraterna e compromisso com a justiça, alimenta e expressa a espiritualidade ‘batismal’, que configura o cristão com Cristo e o faz viver como filho, irmão e servidor”. (doc 71. nº 43).

“Expressão privilegiada de testemunho é a comunhão eclesial, condição para que o mundo creia. ‘Fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera’” (Doc 71 nº 18).

“As comunidades eclesiais católicas devem, particularmente, continuar a busca da reaproximação com os irmãos das outras Igrejas e Comunidades cristãs”. (Doc. 71 nº 125).

“Na atualidade, deve-se continuar a incentivar formas associativas e comunitárias que ofereçam aos cristãos uma experiência de convivência, solidariedade, participação ativa e co-reponsabilidade, de valorização da pessoa”. (Doc 71 nº 140).

Pistas de Ação

a) Fazer funcionar os conselhos diocesanos, paroquiais e comunitários de pastoral; valorizando a ação dos cristãos leigos e leigas e sua participação no planejamento e execução do mesmo;

b) Incentivar formas associativas e comunitárias que ofereçam aos cristãos uma experiência de convivência, solidariedade, participação ativa e co-responsável, de valorização da pessoa;

c) Quando possível, realizar atividades conjuntas entre paróquias;

d) Maior unidade entre os presbíteros;

e) Quando possível, enviar missionários de nossa diocese para terra de missões;

f) Partilhar recursos humanos e materiais entre paróquias ricas e pobres;

g) Que nas paróquias haja valorização das Pastorais e Movimentos, para que os mesmos sejam acolhidos, orientados e integrados numa pastoral de conjunto;

h) Incentivar as vocações leigas para os diversos ministérios.

2. INCENTIVAR A PRÁTICA DA PASTORAL DO DÍZIMO

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

“Todos os dízimos do campo, seja produto da terra, seja fruto das árvores, pertencem a Javé: é coisa consagrada a Deus”. (Lv 27,30)

“A tarefa de construir ‘comunhão e participação’ deve ser encarada com continuidade e perseverança. A condição de ‘irmãos e irmãs’ estende aos discípulos e discípulas de Jesus aquela solidariedade que é comum das famílias de sangue. De fato, os discípulos colocam em comum os bens, praticam a comunhão fraterna”. (Doc. 71 nº 108)

Pistas de Ação:

a) Assumir a pastoral do dízimo como maneira de evangelização e co-responsabilidade cristã;

b) Organizar uma equipe de pastoral do Dízimo em nível diocesano, paroquial e comunitário.

3. NA ATIVIDADE PASTORAL, PRIORIZAR A EVANGELIZAÇÃO DE ADULTOS

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

“O ministério da palavra exige o ministério da catequese. (…) Sem reduzir seu dinamismo em relação às crianças e aos jovens, coloca sua prioridade na ‘Catequese com adultos’” (Doc. 71 nº 23)

“Desenvolver um esforço amplo e constante de evangelização de jovens e adultos, que lhes proporcionem o conhecimento da palavra de Deus, a que têm direito pelo batismo, e que os ajude a discernir, criticamente, ideologias e propostas religiosas, que tentam reduzir ou instrumentalizar a fé” (Doc. 71 nº 105f)

“Especial atenção merece a pastoral urbana, com a criação de estruturas eclesiais novas que, sem desconhecer a validade da paróquia renovada, permitam que se enfrente a problemática das enormes concentrações humanas e as novas formas de culturas em gestação” (Doc. 71 nº 196).

Pistas de Ação:

·         Aproveitar os momentos de preparação e administração dos sacramentos para realizar uma evangelização de adultos;

·         Fazer com que as pessoas que trabalhem com a catequese de adultos conheçam o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA);

·         Organizar os grupos de famílias em todas as paróquias, como locais privilegiados para uma catequese de adultos.

4. CUIDADO ESPECIAL COM A FAMÍLIA, IDOSOS E JOVENS

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

“…Atenção especial deve ser dada às famílias. Diante do perigo da massificação, o indivíduo tem ainda na família um apoio fundamental, embora ela também esteja menor, reduzida a seu núcleo, mais frágil e exposta a rupturas”. (Doc. 71 nº 52)

“Numa perspectiva cristã e católica, compete ao que vai trabalhar com o idoso anunciar-lhes o ‘evangelho da velhice’, ou seja, anunciar que a velhice não é um tempo inútil e sem sentido, mas pelo contrário, é, ou pode ser, um tempo de graça e de crescimento espiritual. (…) Na velhice, é mais fácil encontrar-se com Deus e com as realidades religiosas e espirituais mais altas, pois o espírito está mais aberto e disponível para Deus e para o seu mistério”. (Cf 2003 Fraternidade e Pessoas Idosas – Texto Base P.70).

“Sejam incentivadas ou apoiadas as iniciativas que favoreçam a educação dos jovens, visando à formação de uma personalidade madura e equilibrada, a correta vivência da sexualidade, à vivência do amor verdadeiro, ao autocontrole em face dos desvios do alcoolismo, da dependência de drogas e do consumismo fácil e ilusório”. (Doc. 71 nº 85f)

Pistas de Ação:

·         Formação de Equipes Paroquiais da Pastoral Familiar, dando atenção especial aos casais de segunda união;

·         Acolher as famílias que chegam à comunidade e manter um contato freqüente com as que possuem necessidades especiais;

·         Aproveitar todas as oportunidades e meios disponíveis, para promover a valorização da família;

·         Acompanhar os grupos de terceira idade com atividades sócio-educativas e religiosas;

·         Ir ao encontro dos idosos que não participam da vida social e da comunidade eclesial;

·         Apoiar e incentivar as iniciativas dos jovens, acompanhando-os com paciência e carinho;

·         Haja uma Equipe Diocesana de Pastoral de Juventude com assessoria própria para organizar e dinamizar a Pastoral da Juventude em cada paróquia;

·         Procurar integrar os jovens nas ações da comunidade;

·         Implantar a pastoral da educação e a pastoral universitária.

5. CONTINUAR TRABLHANDO NA FORMAÇÃO DEPEQUENAS COMUNIDADES

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

“Pode-se dizer que a própria comunidade cristã deve ser ela mesma anúncio”. (Doc 71. nº 34)

“Após o Concílio Vaticano II, houve um grande empenho no sentido de valorizar o aspecto comunitário da Igreja. Isso se expressou na busca de comunidades eclesiais menores, de rosto humano, mais afetivas e acolhedoras com mais participação…” (Doc. 71 nº 139)

“Na atualidade, deve-se continuar a incentivar formas associativas e comunitárias que ofereçam ao cristão uma experiência de convivência, solidariedade, participação ativa e eco-responsável, de valorização da pessoa” (Doc. 71 nº 140).

Pistas de Ação:

·         Utilizar, na formação e evangelização das Pequenas Comunidades, os subsídios do Projeto da CNBB “Queremos Ver Jesus”;

·         Criar identidade paroquial, transformando-a em comunhão de comunidades;

·         Realizar um trabalho de formação de coordenadores de Pequenas Comunidades;

·         Transformar os agrupamentos urbanos e rurais em Pequenas Comunidades, criando conselho comunitário de pastoral.

IV. PRIORIDADES QUANTO A SOCIEDADE

1. PROMOVER AS VÁRIAS FORMAS DE INSERÇÃO DA IGREJA NA SOCIEDADE E NA VIDA POLÍTICA

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

“O Cristão é aquele que se distingue porque acreditou no amor. Fazer conhecer e reencontrar o amor em nossa sociedade: Eis a tarefa do Cristão! Para nós cristãos, construir uma sociedade justa e solidária. Significa construir uma sociedade fraterna e caridosa” (Doc. 71 nº 79)

“Levados pela caridade, os cristãos são também impulsionados pelo Espírito a participar da vida política, para que a própria organização da sociedade seja cada vez mais impregnada de valores evangélicos. Esta participação política, motivada pela fé, pode assumir diferentes formas, desde o interesse pelos problemas sociais, que é compromisso de todo cidadão, até a filiação a partidos e a aceitação de cargos eletivos. Os cristãos poderão, assim, dar sua contribuição para o aprimoramento da cidadania”. (Doc. 71, nº 42)

“Nessa luta contra miséria e exclusão social, procure-se colaboração com outras instituições da sociedade civil e parceria com instituições públicas municipais, estaduais e federais (…) Apóiem-se as organizações dos movimentos sociais ou populares visando a que os excluídos e oprimidos, tornem-se sujeitos da edificação de novas formas de solidariedade”. (Doc 71, nº 158)

Pistas de Ação:

·         Estar atentos aos problemas sociais do momento e do lugar e participar das iniciativas da sociedade, sobretudo das organizações sócio-políticas;

·         Em sintonia com toda a Igreja do Brasil, promover o mutirão para superação da miséria e da fome;

·         Empenhar-se na formação de uma consciência moral e de uma prática social de inspiração cristã, desmistificando falsos valores apresentados sobretudo pela mídia;

·         Trabalhar pela inclusão dos excluídos na comunidade e sociedade;

·         Prestar serviço aos migrantes: acolhimento e inserção na comunidade eclesial;

·         Utilizando as várias pesquisas que já existem sobre as necessidades das comunidades, cobrar do poder público políticas que atendam essas necessidades;

·         Promover encontro de fé e política para lideranças que atuem nos órgãos públicos ou em outras funções públicas e acompanhar a atuação dos mesmos;

·         Incentivar a participação social e política dos cristãos leigos e leigas, promovendo grupos de reflexão, formação e ação.

2. MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

“Os Meios de Comunicação de massa devem ser utilizados de maneira correta e competente, para a proclamação e inculturação do Evangelho. Mas é preciso advertir que eles são dominados, em grande parte, por interesses econômicos e por uma mentalidade “secularista”… (Doc 71, nº 195).

Pistas de Ação:

a) Que seja implantada a Pastoral da Comunicação a nível diocesano, formando uma equipe para elaborar o Boletim Diocesano, unificando os informativos das pastorais;

b) Investir na formação de comunicadores;

c) Utilizar os espaços em rádio e internet, valorizando os seus amplos recursos;

d) Despertar o espírito crítico nos fiéis;

e) Tornar mais forte a presença da Igreja nos meios de comunicação de massa.

V. PRIORIDADES PARA O ANO DE 2004

1) Organizar os Grupos de Famílias

– Acompanhando o Projeto Nacional “Queremos Ver Jesus”

– Os Grupos sejam permanentes e se reúnam a cada 15 dias;

– Todas as paróquias se comprometam;

– Se invista na formação dos Animadores.

2) Implantar a Pastoral da Visitação:

– se faça um curso de preparação nas paróquias;

– se prepare uma celebração especial de envio;

– se promovam encontros periódicos de avaliação e formação.

3) . S. A. V

Compromissos concretos e permanentes

a) Fazer funcionar os CPPs e CAEPs

O CPP com encontros mensais;

– O CAEP com encontros periódicos;

b) Cada Paróquia forme uma Equipe de Pastoral Familiar;

c) Trabalhar o Dízimo em seu sentido espiritual e pastoral;

ANEXO I

PROJETO DE EVANGELIZAÇÃO 2004-2007 – “QUEREMOS VER JESUS”

Toda a Igreja do Brasil é chamada a entrar neste projeto que tem como objetivo específico anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, sua Pessoa, vida, morte e ressurreição para proporcionar o encontro PESSOAL com ele a ajudar na sua adesão a ele e no compromisso de segui-lo na tarefa missionária por ele confiada.

Este projeto caminha nos trilhos de duas grandes e fundamentais apostas:

1) A espiritual (comunhão)

2) A pastoral (caridade).

É necessário, em primeiro lugar, ter o coração voltado para o mistério da Trindade para se viver a abertura ao diálogo, para se ter abertura e vínculos com o irmão na fé que faz parte de mim, e corajosamente renovar as estruturas e os instrumentos de comunhão, na Igreja e na sociedade.

A caridade, sustentada pela comunhão dentro da Igreja, se empenha no compromisso de amor ativo e concreto em favor do ser humano, especialmente o pobre. Dessa maneira, a Igreja participa da construção de uma sociedade melhor, justa e solidária, que seja sinal e antecipação do Reino Definitivo.

METAS DO PROJETO:

1. Ter no ‘encontro pessoal com Jesus Cristo vivo” a tônica determinante de toda a ação evangelizadora da Igreja;

2. Ganhar força profética e mística para a vida dos evangelizadores e destinatários da evangelização;

3. Fazer dos serviços da Palavra, da Liturgia e da Caridade o horizonte permanente da ação evangelizadora;

4. Enfrentar os desafios que o 3º milênio traz à ação evangelizadora, de modo a garantir a dignidade da pessoa, a renovação comunitária e eclesial e participação na construção de uma sociedade justa e solidária.

SUBSÍDIOS para concretizar o projeto:

Texto base; Roteiros homiléticos; manual de orientação para evangelizadores em missões populares e visitas domiciliares; círculos bíblicos e grupos de reflexão; capacitação comunicacional para homilias; programas radiofônicos e televisivos; catecismo da Doutrina social da Igreja; “Livro do Católico”; as verdades fundamentais da fé.

O início efetivo do projeto se dará depois da Páscoa, com os subsídios para os grupos de reflexão. A nossa diocese quer caminhar com toda a Igreja do Brasil e, portanto, assume o Projeto com esperança de ajudar todos e se encontrar com o Cristo vivo, Caminho Verdade e Vida.
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