PLANO DE PASTORAL

2000 A 2002

Pé-de-Cedro

Planta é símbolo de Vida.

A Encarnação de Cristo vai comemorar 2000 anos de vida.

A forma de vida que nasceu com Cristo sofreu desvios ao longo do tempo.

Essa vida precisa ser plantada de novo, conforme sua origem.

Plantar um “Pé-de-Cedro” em cada Paróquia significa compromisso de encarnar de novo, o projeto originário de Cristo.

Todos somos responsáveis pela vida e crescimento do Pé-de-Cedro e, muito mais, pela vida e crescimento do Projeto de Jesus Cristo.

APRESENTAÇÃO

Na vida de uma Diocese, receber um Plano de Pastoral pode ter os mais diversos sentidos, dependendo de como nasceu o Plano. Se tiver vindo de um laboratório ou gabinete de alguns peritos e imposto a todo o povo, certamente, sua força seria muito limitada.

Nós estamos recebendo um Plano, fruto de um longo caminho de reflexões, estudos e decisões, que envolveu grande parte do povo de nossas Comunidades (palavras de Dom Osório/ Plano de Pastoral 1997-2000).

Este Plano de Pastoral 2000-2002 é uma continuidade do anterior. Ele é, de certo modo, uma revisão de nossos esforços, empenho e omissões, frente ao que foi decidido em anos anteriores.

Por isso, para 2000 e 2002 destacamos a importância do Nº 234, 235 e 236 do Doc. 61:

Criar e Fortalecer pequenas Comunidades com:

[Estudo da Palavra –  Essa Fraternidade se alimenta da Palavra porque a missão n]ao é nossa. Vem de Deus. Há também a formação dos Leigos nº 297 a 300 Doc. 61, que é indispensável para o fortalecimento da Comunidade.

Testemunho de Vida Comunitária – A vivência da Fraternidade, comprometendo-se com os mais pobres: Deus é Pai e todos sois irmãos. Incentivar a criação de pequenas comunidades, inclusive com os Movimentos.

Celebrar a Vida – Celebra todos os dias, principalmente os momentos de êxito, vitórias, com liturgias próprias.

Jovens – Apenas 10% são atingidos. Este Plano quer pensar formas de convivência onde os Jovens sejam atingidos através do anúncio. A catequese e a PJ têm uma grande missão.

Pé-de-Cedro – A missão de cuidar bem do Pé-de-Cedro é desafiadora, ampla e de vital importância. Estamos no ano do Jubileu – 2000 anos de Jesus Cristo, enviado pelo Pai na Força do Espírito.

Pe. Pedro Arnoldo da Silva

Administrador Diocesano

Coxim-MS – 02 de Fevereiro de 2000

PRELAZIA DE COXIM-MS

PLANO DE PASTORAL 2000 A 2002

INICIANDO O NOVOMILÊNIO

A Igreja de Coxim, reunida em Assembleia Geral, nos dias 12 a 14 de novembro de 1999, pôde avaliar o andamento geral, as realizações, alegrias e as esperanças, os temores, dificuldades e desafios de nossa realidade eclesial.

I. NOSSA REALIDADE

Constatou-se, com unanimidade de toda a Assembleia, que os problemas Sócio-Políticos e Econômicos, os Problemas culturais e éticos geram e agravam novos problemas religiosos e interferem muito na vida eclesial: tanto a nível pessoal, como familiar e comunitária.

1.1 – Principais Problemas Sócio-Políticos e Econômicos.

1.1.1 – O desemprego e o subemprego: gerando fome, miséria, insegurança, dependência etc. Diante da possibilidade de perder o emprego a pessoa aceita qualquer proposta, torna-se impotente para “gritar” seus direitos básicos, torna-se individualista, perde a autoconfiança e a autoestima.

1.1.2 – A globalização e o Neoliberalismo: gerando uma injusta distribuição de bens e uma concentração de poder em tão poucas mãos (quase sempre anônimas) gerando insegurança não só do operário e do funcionário, mas também dos administradores. A lei é a da competição, a do mais forte e do individualismo.

1.1.3 – Falta de credibilidade das Instituições políticas e sociais: Gerando descrédito, violência, omissão, perda de sentido na luta por uma sociedade mais justa. Os meios de comunicação social usam de outro “escândalo nacional” por sensacionalismo ou para tentar passar uma imagem de que está sendo feito alguma coisa, mas tem medo de mexer as mazelas, os desvios da corrupção a nível local e regional.

1.1.4 – O povo não aprendeu a lutar por seus direitos, omite-se e cala: Os sindicatos enfraquecidos ou desacreditados, muitas vezes, a serviço partidário: os Conselhos Municipais não têm a devida representatividade popular ou, não raro, são manipulados: as Organizações de Classe, muitas vezes, cumprem apenas as funções burocráticas e não conseguem ser expressão do pensar e das reivindicações de toda a classe. Os representantes do povo não falam em nome do povo.

1.2 – Principais Problemas Culturais e Éticos:

1.2.1 – Estamos vivendo a cultura da sobrevivência: Todos os valores culturais e éticos passam pela necessidade de sobrevivência (vale tudo para não perder o emprego ou aumentar a renda).

1.2.2 – Falta de informação e de crédito à informação: Apesar de tantos e modernos meios de comunicação social, falta informação adequada para que o povo possa saber do que está acontecendo por trás de fatos e discursos oficiais que já não têm credibilidade. O povo não foi ajudado a formar um senso crítico, mas tem o senso da desconfiança (desconfia de quase tudo e de todos).

1.2.3 – Estamos ainda em processo de formação cultural: Por sermos uma Diocese nova, de migração recente e constante, somos uma mistura de culturas, raças e costumes. Ao lado da riqueza de valores que isso traz, também há dificuldades pastorais que se manifestam em tom de críticas de uns em relação a outros. Muitas vezes há até “bom entrosamento”, mas fica sempre a saudade da sua terra, dos seus costumes, das suas festas, dos seus santos…, aqui desconhecidos. Existe confusão entre o cultural e o religioso.

1.2.4 – Relativização da família e de seus valores: Inegavelmente passa por dificuldades: Uniões e separações consensuais (tantas quantas forem convenientes). Filhos sem uma identidade familiar (filhos de mães solteiras: criados pelos avôs, ou meio-irmãos), violência familiar, infidelidade (não só conjugal, mas familiar) educação dos filhos para o individualismo e para a buscada própria independência (muito cedo o filho ganha autonomia para fazer o que lhe convém) – Há 18 modelos diferentes da família:

1.2.5 – Inversão de valores: Busca-se ter mais, gozar mais, poder mais. A solidariedade é uma palavra muito falada (campanha em favor de…), mas pouco vivenciada no dia-a-dia. O discurso é um e a prática é outra, não só entre a classe dirigente, mas também entre o povo na própria Igreja. Há uma incoerência entre a fé que se diz ter e a vida que se vive. Perdeu-se a noção do pecado – o próprio comportamento é justificado pelo que os outros fazem ou toleram: “todo mundo faz isso”.

1.3 – Principais problemas religiosos:

1.3.1 – Desinteresse do povo (parte) pela religião: O individualismo perpassa também o setor religioso. O povo busca a religião entre alguns momentos. Busca mais os sacramentos, muitas vezes até sem uma correta compreensão dos mesmos. Normalmente o povo não quer compromissos religiosos. A ideia de uma religião para atender as necessidades pessoas está cada vez mais presente.

1.3.2 – Falta de estudo da religião e da palavra: Poucos são os católicos que se dedicam a algum estudo religioso de modo contínuo e programado, fica-se com algumas ideias ou “elevações” que satisfaçam no momento presente. A Bíblia, apesar dos esforços feitos pela Igreja, ainda é um livro bastante desconhecido e muitas vezes usado para justificar posições pessoais. As próprias lideranças (missionários, dirigentes de grupos, catequistas…) têm pouca formação religiosa e dificuldades para dedicar-se ao estudo.

1.3.3 – O Crescimento dos Evangélicos: aumentam o número de Igrejas, de membros e têm um discurso sempre mais convincente, preparado e persuasivo.

1.3.4 – A Cultura Televisiva: É preocupante o interesse da televisão em divulgar “missas-shows”, eventos e “ídolos” e não ajudam absolutamente na reflexão crítica. Dizendo: “agora sim os católicos estão voltando… as Igrejas estão se enchendo”. Estão apresentando um modelo religioso que empobrece a mensagem evangélica e usa muito livremente para o entretenimento do público, mas que não questiona, não desafia, e não ajuda a pensar os graves e urgentes problemas sociais, políticos, econômicos e culturais.

1.3.5 – O Crescimento dos Movimentos: Alguns movimentos têm crescido em número de adeptos, em força de manifestações públicas e em detrimento do compromisso comunitário. Vale mais o sentir-se bem, o emocional e o momento. As CEBs, apesar dos grandes eventos nacionais ou regionais, perderam muito de sua presença e seu espaço na mídia e deixaram de ser atuantes na comunidade.

1.3.6 – A falta de atualização dos agentes da pastoral: Num mundo em constante e rápida evolução, os agentes de pastoral repetem velhas fórmulas pastorais e velhos discursos teológicos já superados e desgastados, com recursos inadequados para a comunicação de massa…

1.3.7 – A falta de recursos econômicos: Poucas são as comunidades que dispõem de material adequado para as atividades pastorais e recursos para retiros, estudos, viagens e formação de leigos, etc.

1.4 – Principais dificuldades com relação às Santas Missões Populares: A falta de formação dos missionários; acúmulo de atividades para os missionários e consequentemente, falta de tempo; falta de material adequado a ser entregue às famílias; pouco empenho dos visitadores. Foram feitas promessas em relação aos sacramentos que não puderam ser cumpridas… Contudo, fora inegavelmente um fato positivo. Corrigindo-se as falhas, o Espírito Missionário deve continuar e o trabalho ser aperfeiçoado.

Diante destas considerações, e na entrada de um novo milênio, a Assembleia Diocesana elaborou o seguinte Plano de Pastoral para o período de 2000 a 2002.

II – OBJETIVO

2.1 – Objetivo Geral

A Igreja que está em Coxim, celebrando o Jubileu dos 2000 anos do nascimento de Jesus e os 500 anos de Evangelização no Brasil, em comunhão com toda a Igreja quer:

Evangelizar com ardor missionário, testemunhando e anunciando Jesus Cristo, a serviço da vida e da esperança, em diálogo com as diferentes culturas e crenças, em vista de uma Igreja viva e solidária a caminho do Reino Definitivo.

2.2 – Objetivo Específico:

2.2.1 – Criar ou reforçar os Organismos geradores de Vida Comunitária e Participação;

2.2.2 – Criar e organizar novas formas de serviço em vista da vida e dignidade humana;

2.2.3 – Promover formas de diálogos entre todos, especialmente com as várias religiões de nossa Diocese e com as diferentes culturas;

3. Proposta de ação:

3.1 – Objetivo Específico: Criar ou reforçar os organismos geradores de vida Comunitária e Participação

3.1.1 – Reestruturar o C.D.P. com representantes de todas as Paróquias, Pastorais e Movimentos, para que seja o órgão de estudo, de reflexão e coordenação da caminhada diocesana de Pastoral;

3.1.2 – Restaurar o C.P.P. com representantes de todas as comunidades, pastorais e movimentos para que seja o animador da vida pastoral da caminhada da Paróquia, em sintonia com a Diocese;

3.1.3 – Valorizar os grupos de famílias, tornando-os escolas de fé e de formação cristã permanente e de testemunho de vida cristã;

3.1.4 – Implantação do Dízimo em todas as Paróquias e Comunidades, não apenas como meio de suprir as necessidades de recursos, mas principalmente como exercício de Testemunho de Comunhão e Participação;

3.1.5 – Incentivar, em toda a ocasião, a União de Fé e da Vida;

3.1.6 – Buscar a plena integração Paroquial e Diocesana de todas as Pastorais e Movimentos em torno da ação comum proposta por essa Assembleia;

3.1.7 – As Coordenações e Assessorias diocesanas deverão manter um contato frequente com todas as Paróquias para se realizar uma ação evangelizadora comum e mais eficiente e dar testemunho de unidade em cada uma das Pastorais e Movimentos.

3.2 – Objetivo Específico: Criar e organizar novas formas de serviço em vista da vida e dignidade humana:

3.2.1 – Criar uma mística de Serviço e de urgente Mudança social;

3.2.2 – Ter zelo Pastoral para os que se encontram em situações difíceis, mães solteiras, jovens, anciões, doentes, migrantes e desempregados;

3.2.3 – Assumir com empenho as Campanhas da Fraternidade, aprofundando as reflexões propostas a realizar ações concretas;

3.2.4 – Buscar meios de atender de modo humano e cristão as famílias que se encontram em dificuldades de relacionamento ou que não receberam sacramento do matrimônio;

3.2.5 – Organizar nas Paróquias a Pastoral da Acolhida;

3.3 – Objetivo Específico: Promover formas de diálogo entre todos, especialmente com várias religiões de nossa diocese e com as diferentes culturas:

3.3.1 – Considerar sempre o diálogo como um apelo de conversão para si e para o outro;

3.3.2 – Respeitar as diferentes culturas, criando espaços de entrosamento e valorização das mesmas;

3.3.3 – Promover o Ecumenismo e apoiar iniciativas das outras Igrejas e das ONGs;

3.3.4 – Criar um diálogo maior entre os agentes de Pastoral e todos os setores da vida da comunidade;

3.3.5 – Usar os MCS (rádios e jornais), criar folhetos que favoreçam o diálogo, que informem a comunidade e criem espírito de respeito, cooperação, de mudanças e de entre ajuda.

3.4 – Objetivo Específico: Criar e fortalecer os meios de melhor realizar o anúncio da Boa Nova de Jesus:

3.4.1 – Reavaliar a linguagem que utilizamos nos anúncios; que seja simples direta e vivencial;

3.4.2 – Continuar a Mística Missionária: animando e capacitando os missionários e visitadores;

3.4.3 – Reavaliar o trabalho Catequético, tornando-o vivencial, cativante e transformador. Para isso investir na formação dos nossos catequistas.

3.4.4 – Fazer do momento da Homilia e de toda a Liturgia um momento privilegiado para o anuncio de Jesus Cristo, evitando o moralismo;

3.4.5 – Utilizar melhor os MCS disponíveis para a Evangelização (Rádios, Boletins Paroquiais, Vídeos…) orientando as lideranças sobre o correto uso dos mesmos.

3.4.6 – Investir na formação de comunicadores – tanto dos que usam os MCS, como dos que atuam na animação das celebrações litúrgicas;

3.4.7 – Em nosso anúncio e em toda a atividade pastoral, privilegiar a família como destinatária da Boa Nova;

3.4.8 – Não deixar de valorizar todas as expressões de religiosidade popular.

III CELEBRAÇÕES ESPECIAIS

A Celebração do Jubileu dos 2000 anos do nascimento de Jesus, e dos 500 anos da Evangelização no Brasil, oferecem boas oportunidades para que as Celebrações sejam momentos de Testemunho, de Diálogo, de Serviço e de Anúncio.

Privilegiar:

24/12/99 – Abertura do Jubileu;

26/04/00 – Celebração dos 500 anos de Evangelização no Brasil;

Maio e Junho – a Visita da Cruz dos 500 anos da 1ª Missa celebrada no Brasil;

Peregrinação a Catedral São José de coxim – Cada Paróquia marca a ata com o Pároco da Catedral;

06/01/01 – Encerramento de o ano Jubilar;

Seguir os momentos fortes do Calendário do ano de 2000

DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL – 1999-2002

JESUS CRISTO ONTEM, HOJE E SEMPRE

Celebrando o jubileu do ano 2000 e os 500 anos da evangelização no Brasil, como encontro com Jesus Cristo vivo, que o Pai nos enviou na força do Espírito, sob a proteção da Mãe de Deus e nossa, queremos:

EVANGELIAR com renovado ardor missionário, testemunhando Jesus Cristo, em comunhão fraterna, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para formar povo de Deus e participar da construção de uma sociedade justa e solidária, a serviço da vida e da esperança nas diferentes culturas, a caminho do Reino Definitivo.

CÚRIA DIOCESANA DE COXIM – CENTRO DE PASTORAL

Tel. (67) 3291-1928 – Rua Viriato Bandeira, 834 – Centro.

CEP 79.400-000 – COXIM-MS

E-mail domantonino@hotmail.com

Site: www.diocesedecoxim.com.br
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