DIRETRIZES DIOCESANAS DA CATEQUESE

DIOCESE DE COXIM

APRESENTAÇÃO
Queridos irmãos e irmãs, depois do Diretório Sacramental, agora publicamos as Diretrizes da Catequese para a nossa Diocese de Coxim. É um passo na construção da nossa “identidade diocesana”.
Na verdade, não se trata de coisas novas; refletimos sobre a atual maneira de proceder em matéria de catequese nas nossas paróquias e organizamos o tudo, para dar unidade à caminhada catequética.
Neste trabalho, partimos do Diretório Nacional de Catequese, que segue o esquema do Diretório Geral para a Igreja toda. Nosso esforço foi concretizar os conteúdos e as ideias daquele Diretório à nossa realidade diocesana. De propósito, a parte teórica está reduzida, porque se pode encontrar nos dois Diretórios supracitados.
Estas Diretrizes têm seis partes:
1) Catequese como educação da fé.
2) Destinatários como interlocutores no processo catequético.
3) Ministério da Catequese e seus protagonistas.
4) Lugares da Catequese.
5) Organização da Catequese.
6) Idade e etapas da Catequese.
Gostaria que todos alcançassem algumas convicções:
1ª – A Catequese com Adultos deve ter prioridade.
E isso por vários motivos: por que só o adulto é capaz de decidir-se por Jesus Cristo e fazer uma opção radical por Ele. Esta prioridade é exigida pela situação atual, onde muitos adultos pedem ser preparados para os Sacramentos da Iniciação Cristã.
Claramente, esta Catequese não pode seguir o método tradicional; por isso, é bom retomar os conteúdos dos encontros diocesanos que fizemos no Emaús (27-29/02/2004 e 20-22/05/2005). São dois os momentos desta Catequese: o catequético e o sacramental.
Para o primeiro, já várias paróquias adotaram o método das cartas e parece que está dando certo; então é bom continuar. Para o segundo, tem que acompanhar a RICA (n.34).
Falando em Catequese com Adultos, deve-se pensar também aos Adultos Praticantes; para eles, a catequese será permanente e servir-se-á de todas as ocasiões pastorais já existentes: grupos de famílias (que, na nossa diocese, devem ser quinzenais); encontros com pais e padrinhos na preparação do batismo; encontros com os pais dos catequizandos; novenas, etc…
2ª – A Catequese das Crianças tem cinco etapas em cinco anos. Esta prática já existia na nossa diocese. Novidade é a inserção do sacramento da Confissão no segundo ano, ao término da etapa da Pré-Eucaristia.
Idade mínima para iniciar a catequese sistemática, fica determinada há de nove anos completos.
3ª – Atenção especial merece um grupo (que parece estar crescendo), dos que têm de 14 a 18 anos. Muitos acham demasiado longos o percurso de cinco anos, portanto deixam de frequentar a catequese ordinária, esperando receber os sacramentos com pouco tempo de preparação. O que fazer com este grupo? Visto que se pode falar de Catequese com Adultos só a partir de 18 anos, tem que pensar nalguma solução, que vá de encontro a estes adolescentes, mas que também não facilite a preguiça e o descompromisso.
4ª – A formação do Grupo dos Catequistas.
É muito importante o encontro mensal dos Catequistas, onde se realize um processo permanente de formação. A presença do Pároco é indispensável.
Muitas paróquias já usam a revista “Ecoando”, encontrando-a muito útil.
Os Catequistas sejam imbuídos da mística missionária. Eles são agentes natos da Pastoral da Visitação, com as famílias dos próprios catequizandos.
5ª – Encontros de preparação para o batismo e matrimônio.
Os temas, a serem desenvolvidos, nestes encontros, estão nos nn. 35 e 36 destas Diretrizes.
Novidade neste campo é a possibilidade de preparar individualmente. Mas que não se reduza ao mínimo do mínimo e nunca falte a dimensão comunitária.
Interessante é a sugestão de “organizar um verdadeiro curso, com vários encontros em dias diferentes” (n.37).
Queridos irmãos e irmãs, tenho a alegria de aprovar e publicar estas Diretrizes, renovando os votos que sirvam para o crescimento na unidade de todas as comunidades da nossa Diocese, Na data de hoje entram já em vigor.
Dom Antonino Migliore
–Bispo Diocesano –
Coxim-MS, 02 de Fevereiro de 2008 – Festa da Apresentação do Senhor.
Ano Jubilar do Seminário Diocesano (25 Anos).
DIRETRIZES DIOCESANAS DA CATEQUESE
I. CATEQUESE COMO EDUCAÇÃO DA FÉ (cf, DNC 138-176)
1. O modo de proceder de Deus e a pedagogia catequética (DNC-138-149).
1.1 – A pedagogia do Pai
1. A educação da fé Catequese começa já no Antigo Testamento por meio do Pai, no seu relacionamento com o seu povo. Deus utiliza-se de diversos modos de interação com seu povo. É por meio dos acontecimentos da vida do seu povo que Deus se comunica, de forma adequada à situação pessoal e cultural de cada um, levando-o a fazer experiência de seu mistério. No meio do povo de Deus, a catequese acontecia de forma eficiente por meio da narração e celebração a fim de que seu povo se deixasse guiar pelo seu projeto de amor.
1.2 – A pedagogia do Filho
2. É o modo de proceder de Jesus o maior modelo que a pedagogia catequética tem para si. A Catequese inspira-se nos traços da pedagogia de Jesus: a) o acolhimento às pessoas, preferencialmente aos pobres, pequenos, excluídos e pecadores; b) o anúncio do Reino de Deus pela verdade, liberdade, amor e justiça; c) o convite à conversão; d) o envio missionário dos discípulos; e) o convite à radicalidade evangélica; f) a atenção às necessidades do povo; g) a oração constante.
1.3 – A pedagogia do Espírito Santo
3. O Espírito Santo é o princípio inspirador de toda atividade catequética. Ele é o “Mestre interior” que, no segredo da consciência e do coração, faz compreender as palavras e os gestos salvíficos de Jesus.
1.4 – A missão da Igreja
4. A Igreja, como mãe e educadora da fé, procura imitar a pedagogia divina. Ela, desde o começo quis formar comunidades que fossem exemplo vivo dos valores do Evangelho. A vida de seus mártires e santos sempre foi considerada como testemunho catequético. Todos os fiéis cristãos são chamados a transformar o mundo segundo o Evangelho. A pedagogia catequética tem uma originalidade específica, pois seu objetivo é ajudar as pessoas no caminho rumo à maturidade na fé, no amor e na esperança. A Igreja já é mediadora nesse encontro misterioso entre Deus e a pessoa humana. E, em seu nome, os catequistas sentem a responsabilidade de serem mediadores especiais para que catecúmenos e catequizandos cheguem ao conhecimento da verdade e da salvação.
2. Catequese como processo educativo (DNC 150-167)
5. A Igreja não possui um método único e próprio para a transmissão da fé, mas assume os diversos métodos contemporâneos na sua variedade e riqueza, desde que respeitem integralmente os postulados de uma antropologia cristã e garantam a fidelidade do conteúdo.
6, O método ver-julgar-agir, por experiência e tradição na pastoral latino-americana, tem trazido segurança e eficácia na educação da fé, respondendo às necessidades e aos desafios vividos pelo povo de Deus. ((No uso do método, são importantes: a) linguagem adequada; b) meios didáticos; c) trabalho em grupo; d) participação na liturgia; e) vivência dos conteúdos, em vista de uma memorização efetiva.

II DESTINATÁRIOS COMO INTERLOCUTORES NOPROCESSO CATEQUÉTICO (DNC – 177-230)

1. Direito do fiel e da comunidade à catequese (cg DNC 177-179)
7. A catequese é direito do batizado e dever sagrado imprescindível da Igreja, e tem como dever primário responder a esse direito. A Igreja vai ao encontro das pessoas e considera seriamente a variedade de situações e culturas, mantendo a comunhão na diversidade a partir da unidade que vem da Palavra de deus. A pedagogia da fé precisa então atender às diversas necessidades e adaptar a mensagem e a linguagem cristã às diferentes situações dos interlocutores.
1.2. Catequese conforme as idades (cf DNC 180-200)
8. A catequese conforme as idades é uma experiência essencial para a comunidade cristã. É necessário integrar as diversas etapas do caminho da fé. Todos precisam continuar progredindo na fé e no conhecimento do senhor.
1.2.1 – Adultos
9. Os adultos são os interlocutores primeiros da mensagem cristã. Os adultos, num processo de aprofundamento e vivência da fé em comunidade, criarão, sem dúvida, fundamentais condições para a educação da fé das crianças e d jovens, na família, na escola, nos meios de comunicação social e na própria comunidade eclesial. A catequese com adultos leva em conta as experiências vividas, os condicionamentos e os desafios que eles encontram, como também suas interrogações e necessidades em relação à fé.
10. É importante distinguir entre: a) adultos que vivem sua fé (praticantes); b) adultos apenas batizados (não praticantes ou afastados); c) adultos não batizados. É preciso atentar para o uso fecundo da Iniciação Cristã de Adultos, em torno de suas etapas e ritos, bem como do serviço de Visitação, na catequese com adultos.
1.2.2. Pessoas idosas
11. É preciso destacar o valor da pessoa idosa como um dom de Deus à Igreja e à sociedade. A catequese com pessoas idosas deve estar atenta aos aspectos particulares de uma situação de fé. Importa motivas as pessoas e a sociedade para que, iluminadas por valores evangélicos, sejam construtoras de novos relacionamentos, novas estruturas, que assegurem às pessoas idosas respeito a seus direitos e valorização integral de sua pessoa. Para isso é necessário favorecer o diálogo entre as diferentes idades na família e na comunidade e esclarecer sobre os preconceitos em relação às pessoas idosas. Assim, é preciso: a) serviço de Visitação, através dos Ministros da Comunhão, e de outras instâncias que vão ao encontro da pessoa idosa e enferma; b) presença nos Centros de Convivência de Idosos e de asilos; c) valorizar o Apostolado da Oração.
1.2.3 Jovens
12. No coração da catequese aos jovens está a proposta explícita do seguimento de Cristo. A catequese procure adaptar-se aos jovens, sabendo traduzir a mensagem de Jesus na linguagem deles.
13. A catequese aos jovens será mais proveitosa se procurar colocar em prática uma educação da fé orientada ao conjunto de problemas que afetam suas vidas. É preciso uma catequese que aprofunde a experiência da participação litúrgica na comunidade, que dê importância à educação para a verdade e a liberdade segundo o Evangelho, à formação da consciência, à educação ao amor, à descoberta vocacional, à oração alegre e juvenil e ao compromisso cristão na sociedade. A catequese com jovens, levando em conta o seu protagonismo, realiza-se através de: a) retiros e convivências; b) integração com os grupos de jovens; c) acompanhamento com direção espiritual; d) elaboração do projeto de vida; e) acompanhamento vocacional; f) preparação para os Sacramentos da Iniciação cristã, em especial a Crisma; g) educação da afetividade e da sexualidade; h) educação para a oração pessoal e comunitária; i) orientação para o estudo e leitura da Sagrada Escritura; j) eventos culturais e esportivos que envolvam a juventude em geral; l) presença nas Escolas.

1.2.4 Adolescentes
1.4 – A adolescência, bem orientada, é um dos alicerces para o desenvolvimento de uma personalidade equilibrada e segura. A característica principal dessa idade é o desejo de liberdade de pensamento e ação, de autonomia, de auto-afirmação,de aprendizagem do inter-relacionamento na amizade e no amor. Atividades próprias para essa idade são: a) acolhimento; b) oferecer oportunidades de descoberta dos valores cristãos; c) criar espaços e grupos afins próprios para os adolescentes; d) refletir temas próprios da idade. É preciso lembrar que nesta idade, geralmente acontece a Catequese de Crisma.
1.2.5 Crianças
15. A infância se caracteriza pela descoberta inicial do mundo, com uma visão ainda original, embora dependente da assistência dos adultos. A criança tem o direito ao pleno respeito e à ajuda para seu crescimento humano e espiritual. Ela necessita de uma catequese familiar, de uma iniciação na vida comunitária e para realizar os primeiros gestos de solidariedade. Deverá favorecer a experiência com Cristo na realidade em que a criança vive. As crianças de hoje são mais ativas, fazem mais perguntas e não se deixam convencer simplesmente com o argumento da autoridade de quem fala. A infância constitui tempo da primeira socialização, da educação humana e cristã na família, na escola e na comunidade. No final da segunda infância (pré-adolescência), uma fase curta, mas efervescente do desenvolvimento humano, ou até mais cedo, começa-se em geral o processo de iniciação eucarística.
Sugere-se organizar grupos pequenos, para que o catequista possa acompanhar de forma mais pessoal cada catequizando.
Para iniciar a catequese sistemática, fica determinada a idade mínima de nove anos completos. Antes, a criança pode participar dos grupos da Infância Missionária.
1.3 Catequese na diversidade (cf DNC 201-214)
1.3.1 Pessoas com deficiência (cf DNC 201-208)
16. As pessoas com deficiência têm o mesmo direito à catequese, à vida comunitária e sacramental. É preciso oferecer uma catequese apropriada em seus recursos e conteúdo, sem reducionismo e simplismo que apontem para um descrédito das capacidades da pessoa com deficiência. Os locais para a catequese junto às pessoas com deficiência deverão ser adaptados, de acordo com a legislação vigente, facilitando o acolhimento e acesso aos mesmos em nossas comunidades. A catequese junto às pessoas com deficiência atinge todas as idades.
1.3.2. Pessoas em situação canonicamente irregular (cf DNC211)
17. É preciso levar em conta também as pessoas que vivem em situação familiar canonicamente irregular. Partindo de sua situação, podem-se abrir portas para o engajamento, para experiência de fé, para o serviço na comunidade, ajudando-as a viver o amor em sua situação real. Na catequese com essas pessoas, muito pode auxiliar a pastoral familiar, no setor da segunda união.
Aqueles que vivem graças a Deus numa situação matrimonial regular, exerçam a atitude de acolhida e carinho para com os irmãos que tiverem ou estão tendo dificuldade.
1.3.3. Encarcerados
18. Uma situação presente em todas os nossos Municípios é dada pelos encarcerados. A maioria deles é jovem e a permanência na cadeia pode facilitar a reflexão religiosa, inclusive o desejo de ingressar na Iniciação Cristã. Portanto, é preciso organizar e valorizar a Pastoral Carcerária, em vista do anúncio da fé e da caridade, em atenção aos direitos humanos.

III MINISTÉRIO DA CATEQUESE E SEUS PROTAGONISTAS
1. A Catequese na Diocese (cf DNC 231-236)
19. A catequese está na base de todo trabalho da Igreja Diocesana. A organização da pastoral catequética tem como ponto de referência o bispo e seus cooperadores. A coordenação diocesana de catequese é o órgão através do qual o bispo dirige e preside a atividade catequética realizada na Diocese.
20. Os catequistas servem ao ministério catequético e agem em nome da Igreja. A comunidade cristã deve, portanto, sentir-se responsável por esse serviço. Assim, a catequese consolida a vida da comunidade. E a diocese deve, nesse sentido, sentir-se responsável pela catequese num trabalho em conjunto com os presbíteros, diáconos, religiosos, catequistas e membros da comunidade, em comunhão com o bispo.
1.2 As diversas responsabilidades ( cf DNC 237-251)
21. Cabe à comunidade cristã acompanhar a organização da catequese, a qualificação dos catequistas e a acolhida dos catequizandos. Esse trabalho é realizado pelos seguintes responsáveis:
a) Família: é chamada a dar os primeiros passos na educação da fé dos filhos. A própria vida familiar deve tornar-se um itinerário de educação de fé e uma escola de vida cristã, uma Igreja doméstica.
b) Fiéis leigos: têm uma sensibilidade especial para encarnar os “valores do Reino” na vida concreta. Os leigos catequistas são milhares de homens, mulheres, jovens, anciãos e até adolescentes que descobrem essa vocação, na experiência de fé e na inserção da comunidade. Merecem que a Igreja os ajude a ter sucesso na tarefa que generosamente abraçaram.
22.Dada a importância da catequese e o fenômeno da rotatividade entre os catequistas, aconselha-se “que, na diocese, exista um certo número de religiosos e leigos estáveis e dedicados à catequese, reconhecidos publicamente, os quais, em comunhão com os presbíteros e o bispo, contribuam para dar a esse serviço diocesano a configuração eclesial que lhe é própria”.
1.3 Formação dos catequistas (cf DNC 252-294)
23. A formação de catequistas deve favorecer a cada catequista o seu próprio crescimento e realização, capacitação como comunicadores, a fim de que “saibam transmitir o Evangelho com convicção e autenticidade, para que esta Palavra viva se torne luz e fermento em meio à sociedade atual”. Levará em conta a pedagogia e a metodologia próprias da transmissão da fé. Terá presente o processo da catequese e da formação dos catequistas que conduz cada pessoas a crescer na maturidade da fé e a trabalhar em equipe e pertencer a uma comunidade.
24. A formação deverá desenvolver-se nos seguintes âmbitos: a) formação inicial nas paróquias; b) encontro mensal de catequistas com formação permanente; c) retiro paroquial anual; d) acompanhamento por parte da equipe diocesana; e) valorização do inicio do ano catequético; f) celebração do dia do catequista.

IV LUGARES DA CATEQUESE
1. Família
25. A família, como Igreja doméstica encarna os valores evangélicos, tornando-se comunidade de fé e de oração. Por isso, os pais são os primeiros catequistas dos filhos, pelo exemplo e missão. Assim, espera-se da família: a) participação nos encontros periódicos na paróquia; b) participação litúrgica; c) acolhimento das visitas dos catequistas e o interesse em conhecê-los.
2. Comunidade Cristã/Paróquia
26. A comunidade é a primeira responsável pelo serviço catequético. Por isso, sejam valorizados, como espaços catequéticos, os grupos de famílias, envolvendo a participação da catequese regular. É preciso também que os catequizandos participem de iniciativas de caridade, promovidas pela paróquia. Nesse sentido será importante favorecer a integração entre a catequese de Crisma e a Pastoral da Juventude.
3. Pastorais, Movimentos, Grupos e Associações
27. As várias pastorais, movimentos e associações, presentes na paróquia, procurem trabalhar integradas com a catequese. O lugar específico para esta integração é o Conselho Paroquial de Pastoral. A coordenação deve participar sempre das reuniões do CPP.

V ORGANIZAÇÃO DA CATEQUESE

1. Nível Paroquial
28. É preciso atentar para o cuidado pastoral na catequese em três níveis: Centro, comunidades Urbanas e Comunidades rurais. Vale lembrar que é dever do pároco e seus auxiliares acompanhar o trabalho catequético, orientando, visitando e procurando subsídios para a formação. Também será preciso formar uma equipe de coordenação paroquial, a fim de planejar o trabalho em todos os níveis.
29. Em relação aos catequizandos egressos de outras comunidades paroquiais, exija-se o certificado de transferência, bem como se dê o referido certificado àqueles que se mudam.

2. Nível Diocesano
30. Forme-se uma equipe executiva, com assessor e coordenador diocesano, e uma equipe ampliada, com os Coordenadores paroquiais, os quais reúnam-se periodicamente

VI . IDADE E ETAPAS DA CATEQUESE

1. Catequese em etapas.
31. A catequese regular organiza-se em cinco etapas (anos). O catequizando, para receber o sacramento, deve antes apresentar maturidade suficiente para tal passo em sua vida de fé. Assim, na Diocese de Coxim, as etapas da catequese se apresentam:

ETAPAS IDADE INÍCIO
1. INICIAÇÃO (Comunidade) Nove anos
2. PRÉ-EUCARISTIA – Conversão com o sacramento da confissão). Dez anos
3. EUCARISTIA (Sacramento) Onze anos
4. PERSEVERANÇA Doze Anos
5. CRISMA (Oração) Treze anos

32. No caso de jovens com idade diversa às etapas correspondentes, pode-se estabelecer um trabalho diferenciado (turmas especiais), observando as suas necessidades próprias.
2. Catequese com adultos e jovens.
33. Para esta catequese é necessária a idade mínima de dezoito anos completos. Devendo esta, estar vinculada ao RICA (Ritual de Iniciação Cristã de Adultos), quanto às etapas de seu processo de evangelização, tanto no que se refere ao seu início quanto ao momento de o(a) catequizando(a) receber o(os) sacramento da Iniciação Cristã.
34. Este processo catequético dever-se-ia começar na Quaresma de um ano e terminar, passando pelos ritos litúrgicos da Quaresma, na Páscoa do ano seguinte. Seu início é marcado por uma celebração onde os pré-catecúmenos são apresentados, juntamente com seus introdutores,a toda comunidade cristã, a fim de que esta também faça parte, ajudando no processo evangelizador. O encerramento prevê algumas celebrações especiais que acontecem nos domingos da quaresma, como meio de preparação final para o(os) sacramento(os), que eles receberão. A etapa final engloba o Retiro do Sábado Santo (podendo ser antecipado, conforme necessidade) e a Celebração da Vigília Pascal cm os Sacramentos. O Sacramento da Crisma deverá ser celebrado durante o Tempo Pascal, a fim de favorecer a vivência e o encontro dos neófitos com o bispo.
3.Encontro de preparação para o Batismo
35. A catequese em preparação ao Batismo levará em conta:
a) O Sacramento do batismo (fundamentação bíblica e conseqüências na nossa vida);
b) A Igreja (Vida de Comunidade e compromisso);
c) O rito (Liturgia do Batismo).

Nas Missas do dia do batismo, reze-se pelos que estão recebendo o sacramento. Recomenda-se a realização periódica do batismo dentro da Missa, com participação plena na comunidade, ou ao menos uma apresentação das crianças em uma Missa paroquial regular.
4. Encontro de preparação ao Matrimônio
36. A catequese, na preparação ao Matrimônio desenvolver-se-á nos seguintes temas:
a) O Plano de Deus sobre homem e mulher;
b) O Sacramento do Matrimônio;
c) A Igreja;
d) Vida conjugal e familiar;
e) Aspectos jurídicos, econômicos, médicos.

37. A preparação ao Batismo e ao Matrimônio poderá ser feita também individualmente. Onde for possível, pode-se organizar um verdadeiro curso, com vários encontros em dias diferentes. De qualquer forma, é importante o contato das famílias e dos casais com o Pároco e levar em conta os três níveis da nossa realidade diocesana.
VII – CONCLUSÃO
38. Por fim, no processo de “construção da nossa identidade diocesana” esperamos que estas orientações sejam acolhidas com especial carinho. Tendo em vista a importância do ministério da catequese, encorajamos todos os que se dedicam no serviço da educação da fé e expressamos nossa gratidão a deus, o Divino Mestre e Autor da nossa fé, e em especial aos catequistas, no árduo trabalho de edificação do Templo vivo do Senhor. Confiamos que as metas aqui traçadas sejam seguidas como caminho de santificação e de aperfeiçoamento a fim de que, em meio às nossas dificuldades e fraquezas, sejam sinais do amor infinito de Deus na trilha do seu Reino.
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